Iniciando aos 50

Mudar de carreira beirando os 50 é uma loucura. Errado! Tem um grupo grande de mulheres fazendo isso aos 40, 45 e aos 50 anos. Não fique abismada, é possível, sim. Mas para isso, é preciso querer muito. Estar convicta de que esse é o caminho que queres seguir, olhar o horizonte que se espera e encarar de cabeça erguida.

Ok, não é um mar de rosas. Pelo contrário, essa migração é bem complicada. Mas não vamos entrar nessa questão. Até porque, uma mulher de 50 anos (ou seja qual a idade ela tiver), quando decide recomeçar, é super focada e batalhadora

A educational Coach, Miréia Borges, que também é produtora de conteúdo sobre o comportamento feminino, explica como se preparar para esse momento de vida.

“Quando se chega perto dos 50 anos, ou um pouco menos, já começamos a fazer um balanço de nossa vida e aí sim, “o bicho pega”. Começamos a colocar na balança o que passou e o que pretendemos que aconteça nos próximos anos, assim, muitos casamentos acabam, muitas mulheres entram em depressão, e muitas dão um passo completamente diferente da vida que levavam. Tudo depende de pessoa para pessoa. O ideal é desde cedo, a partir dos 40 anos, já começar a pensar em como se quer chegar aos 50, com aposentadoria, menopausa, saída dos filhos de casa, e a solidão voluntária”.

É, ninguém falou que essa trajetória seria fácil. Além disso, o mercado de trabalho não sabe como encarar esse público e nem está preparado para isso. “Os jovens encaram com “deboche” e muitas vezes com uma indiferença que chega a dar calafrios”, revela Miréia. Pra a especialista, “muitos pensam que a pessoa está ultrapassada e não sabe fazer o que eles fazem”.

Se fosse apenas isso... Miréia ainda confessa que muitos jovens pensam (e afirmam) que a mulher nessa faixa etária deve estar em casa e não atrapalhar o “momento” deles – e cita como exemplo o filme “O estagiário”.

Mas não é por isso que desistir é a solução. Pelo contrário. E o que não faltam são exemplos disso. Cada vez mais tem sido comum mulheres com idade próxima aos 50 anos se reinventando profissionalmente.

Candice é um exemplo desse perfil. Advogada há 35 anos, abandonou os tribunais para atuar na área da comunicação. “Cai por acaso e me apaixonei, revela ela, aos 65 anos”. Hoje, super reconhecida e admirada por mulheres de várias gerações.

A dica? Mesmo não sendo moleza, Miréia resume: “As dificuldades que uma pessoa depois dos 50 enfrenta, são muito grandes, mas nada que com perseverança tudo seja resolvido”.