Já para fora!

Não, não estamos mandando ninguém embora do portal, essa “ordem” tem a ver, de verdade, com a nossa nova série especial, sobre Intercâmbio. Então, mulheres, “já para fora… do País”. Passar um tempo no exterior pode ser o empurrão para uma guinada profissional, pois a experiência enriquece qualquer currículo, vida, trajetória e aumenta ainda mais os sonhos. Conforme a psicóloga Ananda Armani, coordenadora de Recursos Humanos, a oportunidade pode oferecer situações como enfrentar desafios, superar ansiedades e aprender não somente um novo idioma, mas diferentes culturas e estilos de vida.

Segundo ela, ao aventurar-se em um intercâmbio em outro país, a pessoa se propõe a abrir a mente e a passar por um período de intenso aprendizado e aquisição de conhecimentos. “Além disso, o intercâmbio também é uma oportunidade de autoconhecimento, pois a pessoa precisa agir em situações que não fazem parte de seu dia a dia e, com isso, acaba descobrindo características, preferências e escolhas antes não conhecidas”, salienta a psicóloga.

Foi exatamente o que aconteceu com a jornalista Tássia Jaeger, colunista aqui do portal, que passou seis meses morando em Gold Cost, na Austrália. “Morar fora me proporcionou amadurecimento como pessoa, que reflete no profissional. Desde que voltei, assumi responsabilidades maiores nos empregos que tive, liderando áreas e projetos desafiadores e gerindo pessoas”, conta.

Para vida e para carreira

Ok, já entendemos que a experiência de morar no exterior é, sem dúvidas, enriquecedora, mas será que pode proporcionar algo para a carreira? Ananda garante que sim! “Com certeza o intercâmbio traz inúmeros benefícios para a carreira. Em primeiro lugar, o aprofundamento de um idioma é importante para diversas áreas profissionais, amplia possibilidades de comunicação e acesso a informações.”

Além disso, ela afirma que este processo de aprendizado e conhecimento de diferentes culturas faz com que o profissional enfrente desafios de forma mais autônoma, sinta-se mais confiante frente a uma situação desconhecida e não se paralise para resolução de problemas. Ananda ainda garante que o intercâmbio também pode trazer benefícios para o perfil da pessoa, como diminuir a timidez, ampliar a autoconfiança e trazer mais segurança frente a desafios, aspectos que afetam todos os âmbitos da vida, não somente o profissional.

Tássia relata que, na Austrália, exerceu atividades profissionais menos intelectuais e mais braçais, o que a fez perceber a importância de toda a engrenagem funcionar bem para o resultado final ser satisfatório para o cliente. “Quando literalmente pomos a mão na massa (fui auxiliar de confeiteiro e garçonete), entendemos o papel de cada um e passamos a valorizar e respeitar ainda mais a todos”, comemora.

Para Ananda, a experiência deve ser aproveitada da melhor forma possível. As aulas de um novo idioma agregam muito ao profissional, de modo que a pessoa volta com fluência no idioma e conhecimento a respeito da cultura local. De acordo com a psicóloga, se o profissional conseguir fazer algum curso mais específico na sua área de atuação, caso já esteja na faculdade ou no mercado de trabalho, pode ser melhor ainda para ampliar possibilidades. Por fim, ela garante que uma experiência de trabalho no exterior, em qualquer área, também pode desenvolver noções de comprometimento, responsabilidade, relação custo de vida x renda, entre outros aspectos benéficos.

Como ser humano mesmo

Fazer intercâmbio pode trazer mais do que benefícios para a carreira, pode fazer com as pessoas cresçam como seres humanos, pois conhecem novas realidades, sentem saudade e isso faz com que valorizem ainda mais família e amigos.

Sem contar que, no caso dos jovens, principalmente, morar com outras pessoas é algo inesquecível, como conta Tássia: “Morei com uma japonesa, com coreanos, com uma canadense, uma suíça, cariocas e paulistas. E cheguei a morar em um apartamento com sete pessoas sem ter problemas de relacionamento com nenhuma delas e tentando apaziguar conflitos entre os demais”.