Cris escreve todas as sextas-feiras.
O meu amor

O meu amor é copo cheio, é correnteza, é cachoeira, é movimento sem fim, que vai e torna para mim. O meu amor me embriaga com um olhar, faz meu coração acelerar, minha boca secar, minha pele suar.

O meu amor tem tudo de mim e me entrega tudo de si. Sem medos, sem exageros, na total sinceridade. Pele com pele, boca com boca, olho com olho. Minha vontade é grudar, cheirar, amar loucamente, deixar acontecer, desejar que seja eterno.

O meu amor me ama na cama e me tem inteira, me preenche, me esvazia. Me satisfaz como louca, me beija a boca, me morde a nuca. Me enxerga e me deixa insatisfeita da forma mais perfeita. Me absorve, me aperta, me venera, me agarra, me abraça, me faz um carinho, me pega de jeito.

O meu amor é liberdade, é asa que completa voo, que permite ir mais além ainda, além do aqui e do agora. Me leva para o mundo e me traz de volta. Perfuma o meu corpo, dá brilho ao meu olho, mata a minha sede e traduz minha alma.

O meu amor é vida, coragem, fé, coração, mente, a palavra certa, a hora exata na incerteza de cada dia. A fome, o saciar, o vibrar, a parceria, o riso contido e o sorriso solto.

O meu amor me despertou de novo para um mundo que eu achei que estava escondido de mim, que eu não acreditava mais ser capaz de existir na totalidade e, acima de tudo, na realidade de ser quem sou e deixar ele ser quem é, na inspiração renovada das horas.