Caroline escreve mensalmente, sempre nas terças-feiras.
Assuma a liderança da sua vida

Os resultados que você tem alcançado são satisfatórios? Você está feliz com a realidade à sua volta? A vida das pessoas com as quais você convive é melhor por elas terem contato com você?

Essas perguntas fizeram parte da minha palestra recente para o Congresso Nacional de Aposentadoria Ativa. Ao longo da semana do evento, fiquei pensando que, se tivéssemos como prática o hábito de fazer, todos os dias, essas perguntas, talvez fôssemos mais felizes e satisfeitos com quem somos e com as nossas escolhas - além desses questionamentos serem grandes balizadores para a concretização de objetivos futuros.

Tenho defendido ao longo dos meus artigos, palestras e nos processos de coaching que a chave para sermos mais motivados, comprometidos e realizadores está em desenvolvermos a nossa liderança, independente do cargo ou da posição que se ocupa na carreira. Afinal, acredito que todos somos líderes, e que influenciar o que ocorre ao meu redor, seja construindo a vida que desejo, seja inspirando diferentes pessoas em prol de um objetivo, é perfeitamente normal, sem que para isso precise ter um cargo.

Peter Drucker afirma que liderança é ação, não posição, e com ela vem junto uma grande responsabilidade, dependendo de ações diárias e tendo como alicerce a confiança.

Infelizmente, atrelamos liderança ao cargo, ao ambiente corporativo, ao horário das 8h às 18h, e não a desenvolvemos ao longo da nossa jornada. Preparamo-nos muito bem tecnicamente, buscamos experiências que validem o nosso aprendizado, empilhamos o conhecimento vindo de livros, palestras e congressos e pouco investimos no autodesenvolvimento, no autoconhecimento e na autoliderança, sendo esses três itens a base do sucesso e da conquista de resultados superiores nas diversas esferas da vida.

É só refletirmos um pouco para constatar que essa afirmação é verdadeira. Basta lembrar daquele amigo, familiar ou colega que é muito talentoso, mas que está constantemente perdido, ou daquelas pessoas que se escondem atrás do poder para liderar, ou, ainda, daquele conhecido que se perde em questões emocionais e coloca o ego acima das relações. Infelizmente, isso é mais comum do que imaginamos, e todos esses casos demonstram falta de autoliderança.

A chave para a mudança é parar de olhar a liderança sobre o ponto de vista de terceiros, como sendo algo para o outro, e enxergar que ela é algo que está em você. Só você pode liderar a si mesmo. Essa deve ser a competência nº 1 a ser desenvolvida para alcançar sucesso. O mesmo esforço que você empreende na busca de conhecimento técnico deve ser investido na jornada do autoconhecimento, para assim entender o seu funcionamento, liderando suas emoções, seus ímpetos, suas deficiências, conhecendo seus pontos fortes e fracos e ampliando a sua capacidade de influenciar e de construir relações saudáveis, tanto com a sua equipe quanto com as pessoas que fazem parte da sua vida.

Esta não é uma tarefa fácil. Pelo contrário, talvez seja uma das quais onde se encontre maior resistência, exigindo, acima de tudo, equilíbrio, determinação e disciplina, pois a superação e a realização começam a partir do desenvolvimento de uma visão realista de si próprio e é através dela que você cresce como líder.

Afinal, quem está no comando da sua vida?

Acompanhe mais sobre liderança através do meu canal de podcast www.soundcloud.com/carolinebatista.