Cris escreve todas as sextas-feiras.
Bela, recatada e do lar? Papo de mulher

Há cerca de um mês, na casa de uma amiga pra lá de especial, num daqueles papos de mulher, ela me contou que estava saindo com um cara bem bacana, mas que ele estava passando por uma fase de transição: da vida de casado para a de solteiro e mudando de emprego, enfim, tudo novo de novo, então o melhor a fazer, para não gastar muita grana, era optar por programas mais em casa.

Eles tinham passado o sábado anterior ao nosso papo na casa dela e tinha sido maravilhoso. Só que no final da conversa, ela, com uma expressão de desapontamento, se dá conta de que tinha passado o dia inteiro de cara lavada e com um vestidão daqueles bem confortáveis. E se dá conta de que  deveria ter se arrumado mais praquela ocasião.

Na hora, desconsiderei a ideia e respondi que não precisava se preocupar com isso. Que ela é linda de qualquer jeito e que ele tinha que gostar dela tanto despretensiosa como arrumada. Afinal, nem sempre na vida estamos de salto 15, muitas vezes uma rasteirinha cai bem e nos faz sentir melhor.

Mas essa conversa ficou martelando na minha cabeça desde então, tanto que quase trinta dias depois, estou aqui a escrever sobre ela.

Comecei a pensar em como sou com meu marido. E olha que casamento é todo dia. Me dei conta, que nesse tempo em que estamos morando juntos e depois casados, conto nos dedos os dias em que ele chegou em casa depois do trabalho e eu estava mais “confortável”. E olha que como trabalho em casa poderia muito bem ficar mais à vontade, pelo menos é o que as pesquisas mostram, que a tendência de quem tem home office é não se arrumar e que isso pode atrapalhar até mesmo o desempenho profissional.

Mas mesmo assim, eu sempre me arrumo, coloco uma roupa bacana e costumo ficar de pé no chão, no final do dia, coloco um salto alto e espero meu maridinho chegar. Pode parecer clichê, machista, seja o que for e isso não me faz ser menos  eu, nem menos mulher com M maiúsculo, até porque,  quem me conhece sabe que escrevo muito para as mulheres e levanto a bandeira da liberdade de podermos ser quem somos, sem dramas.

Por outro lado, não moro sozinha. Estou com uma outra pessoa, casei por amor e isso também é regar essa flor de convivência todos os dias. Temos um filho com três meses e nem assim, me descuidei. Gosto de dar aquele tapa no visual com uma boa maquiagem, mas leve, uma bela lingerie e uma roupa bacana. Manter-se atraente também é uma opção. Afinal, quando  saímos com um cara, nas primeiras vezes e até início de namoro, costumamos estar bem bonitonas, então, por quê não dar continuidade a essa fase tão boa?

Esse movimento faz um bem enorme para o casal.
E para deixar claro, o homem também deve se cuidar. A vida é espelho, então deve ser recíproco. No fim das contas, todos ganham.

E para deixar claro, aquele dia que realmente temos a necessidade de ficar em casa super a vontade, podemos ficar sem culpas. A dica aqui é não fazermos da excessão a regra. Mas esse é só o meu ponto de vista.