Cris escreve todas as sextas-feiras.
As certezas da vida

Dizem por aí que a morte é a única certeza que temos na vida. Mas qual o sentido da morte? As respostas para esta pergunta, são muitas. Para os católicos, a morte é uma passagem, morremos para ressuscitar na vida eterna: no céu, no purgatório ou no inferno.

Os seguidores do budismo acreditam na reencarnação. Buda compara o processo de morrer e renascer com o ciclo de dormir, sonhar e despertar. Para os espíritas, a morte não existe. O espírito usa o corpo físico como instrumento para se aprimorar. O corpo é uma veste e a reencarnação serve para o espírito evoluir. Para os judeus, a morte não é o final da vida, apenas o fim do corpo, da matéria. A verdadeira pessoa, que é a alma, é eterna. Eles acreditam na existência de outro mundo, para onde as almas vão, chamado de olam habá (mundo vindouro). No entanto, a alma pode voltar para a terra, num outro corpo, para completar sua missão (reencarnação). Já os ateus acreditam numa única existência, não há vida nem antes do nascimento e nem depois da morte.

Tudo vai depender da crença de cada indivíduo. Mas dentre tantas opções, o que acontece afinal? Será que para cada crença a um tipo de continuação do outro lado? Ou acontece igualzinho com cada um?

Eu, como umbandista, acredito na reencarnação, na evolução, tal como no espiritismo. Mas tenho comigo o respeito por todas as outras crenças. Seria muita vaidade de minha parte, crer somente numa falange de espíritos protetores. Se o outro lado da vida é um retrato daquilo que vivemos aqui, acredito existir por lá, tantas outras falanges espirituais que recepcionarão os diversos tipos de pessoas e suas crenças. Nada acontece por acaso. Muçulmanos receberão muçulmanos. Budistas serão recepcionados por budistas e judeus por judeus. O que pode acontecer é quando chegarmos por lá, descobrirmos que apesar de tantas ideias em torno da morte, apenas uma será a acertada, apenas uma obedecerá a lei natural da vida, independente da religião praticada ou até mesmo da falta de alguma crença.

O que fica disso tudo é mais uma certeza além da morte. A certeza da vida. Enquanto aqui estamos, devemos tratá-la com todo o carinho e amor e deixar pra lá as coisas negativas. Precisamos de fato viver no positivo. Cuidar da nossa própria vida, sem falatórios ou preocupações com a vida alheia. Nada disso vai mudar quem somos.

Mas nossas atitudes ditaram quem somos.

Pois no final das contas, somos mesmo a soma daquilo que fizemos e falamos e pensamos. Então, vamos parar um pouco e dar uma avaliada sincera na vida que levamos até agora? Que tal um olho no olho no espelho do banheiro? E se for o caso, buscar uma transformação? Fica o convite, porque hoje ainda é tempo de ser feliz.