Cris escreve todas as sextas-feiras.
Um desabafo pelo Rio Grande. Um desabafo por Porto Alegre

Babel. Caos. Anarquia. Transtornos diários, seguidos de sofrimentos múltiplos. Uma sociedade que tenta respirar sem aparelhos, estarrece em fase terminal de uma doença criada por ela mesma, pelas tantas escolhas erradas, por olhar mais para seu próprio umbigo que para o todo.

Uma sociedade que urge por liberdade, mas que tratou ao longo dos anos de criar cada vez mais amarras, mais correntes, mais bengalas. Uma sociedade que mesmo com o pandemônio instalado, persiste em querer tirar vantagem de tudo.

Somos rêmoras nos quatro cantos de nosso estado. Nosso Rio Grande do Sul está em maus lençóis e a culpa não é de um governo, de um partido, mas sim a soma de todos nós que elegemos, que não nos preocupamos com o que o próximo está passando e que no frigir dos ovos, não nos damos conta de que os famintos na verdade somos nós, famintos do pão da consciência, àquele que liberta, que nos salva de nossos enganos.

Se olharmos para fora dessa caixa de esconde-esconde, perceberemos que o comunismo, esse estandarte defendido por muitos, é uma ilusão criada para desviar o povo da realidade. Os grandes magos comunistas não viviam nesse regime e os que o colocaram em prática, foi abaixo de ditadura, porrada, perseguição e hoje, os que os apoiaram vivem em um estado extremo de pobreza e dependência do monstro que criaram.

Quando é dito que devemos ter igualdade, essa igualdade acaba sendo distorcida para ganhar votos. Devemos ter igualdade de acesso a segurança, educação, saúde. O mínimo de estrutura que a sociedade deve oferecer ao povo em troca dos altos impostos pagos. Essa é a regra, mas que até então não funciona por aqui.

Não nos iludamos. Ninguém é igual a ninguém. E aqui eu falo do indivíduo. Somos diferentes, temos experiências diferentes, somos criados por famílias distintas, temos personalidades diversas, vivenciamos situações iguais de inúmeras formas. Cada um é um. Ficou claro?

Têm gente que nasceu para empreender, têm gente que opta por viver com uma mochila nas costas, têm gente que prefere cumprir o protocolo e têm àqueles que rompem as barreiras. Impossível sustentar uma igualdade onde essa diferença é essencial para o progresso. Acordemos desse sono refugiado em ilusões.

Esta semana recebemos a Força Nacional de Segurança. Por mais que eu acredite que necessitamos muito mais que isso, meu coração de alguma forma sustenta a esperança, porque precisamos que essa bandidagem perceba que as coisas estão mudando.

Aos demagogos que insistem levantar a bandeira dos direitos humanos, aqui eu digo, direitos humanos é para todos, principalmente para a vítima, que perde o direito principal, que é o de respirar, que é o direito a vida.

Não lavem as mãos, vocês que defendem os bandidos, que os soltam e os tornam reincidentes no crime. Enfrentem a realidade de que vocês também são responsáveis por toda essa iniqüidade que paira entre nós.

Oremos!