Caroline escreve mensalmente, sempre nas terças-feiras.
Escolhas: não deixe que elas cheguem ao ponto de ebulição

 

Como você faz as suas escolhas? Já reparou que todos os dias estamos envolvidos em uma decisão com escolhas entre “a” e “b”? Porém, mesmo que sejamos treinados para tomadas de decisão mais assertivas, a verdade é que nenhuma escolha é fácil, e cada passo conta para alcançar os nossos objetivos.

Comparo o ato da escolha a um pêndulo de relógio: uma hora transito na opção “a”, e experimento em um mundo imaginário como seria a decisão a partir daquele ponto; em outros momentos, vou para a opção “b”, e lá fico a transitar até que a decisão ocorra. Nesses anos trabalhando com o desenvolvimento de pessoas através do coaching, percebo que, de uma forma ou de outra, sempre sabemos para onde guiar as nossas decisões. O que dificulta esse processo é o peso da responsabilidade sobre a escolha. No final das contas, não quero errar, sofrer, fracassar ou me frustrar; pelo contrário, quero acertar, vibrar, ter êxito e reconhecimento pelas decisões que moldam a todo momento a minha realidade e os meus resultados. 

O fato é que desconheço o futuro das minhas escolhas e sempre será assim. Evitar questões e fugir de alguns acontecimentos acreditando que impedirei a frustração de entrar em ponto de ebulição é um grande engano que só faz esses sentimentos ganharem mais força. Até que um dia tudo transborda e a escolha acaba sendo necessária, urgente e prioritária.

A maior consequência desse processo de ebulição é quem eu me torno e como me comporto quando tudo transborda, o que ocasionalmente acaba em algo não muito digno de admiração. É assim na vida e na carreira: ao deixar a decisão para depois a fim de manter o engajamento e a produtividade com a equipe ou com os colegas, evito o conflito e a tensão, mas apenas momentaneamente, pois a situação logo fica insustentável e sem alternativas.

Existe uma forma de tornar a escolha certa algo de fácil decisão?

Decidir é um jogo de superação e aprendizado, ao mesmo tempo em que é um processo individual e de eliminação, no qual a sua ausência ou demora acaba por nos tornar parte da decisão e dos planos de alguém. Já faz algum tempo que eu tenho uma prática que facilita muito as minhas escolhas e eu a compartilho agora com você, na expectativa de que possa colocar em prática e melhorar a qualidade das suas decisões. Aqui está ela:

Exerça o distanciamento necessário das pessoas e das situações. Você precisa dar um passo atrás e focar no objetivo, entender os fatos, ver a grande imagem que está sendo apresentada e, a partir desse momento, trabalhar para alcançar uma solução produtiva, eficaz e satisfatória. Ao achar a solução mais adequada, deixe-a em “stand by” por um pequeno período de tempo, o suficiente para que você possa se desprender dela a fim de ter certeza de que está contemplando todas as variáveis que o momento pede e que não existe mais nada a ser pensado. Por fim, pergunte-se: isso faz sentido para mim? Se sim, siga em frente. Se, por acaso, a opção trouxer qualquer desconforto, revise o processo e pergunte-se: o que não está me deixando confortável diante dessa decisão? Então, faça um realinhamento dessas questões para superar o que impede a sua escolha.

Essa é uma jornada necessária a todos que buscam ser protagonistas da sua história, liderando suas escolhas para viver o máximo do seu potencial.