Cris escreve todas as sextas-feiras.
Que flua!

Qual o verdadeiro valor da vida? Das pessoas? De nós?

Eu não entendo o porquê dos aconchegos e das separações, dos dissabores e amores. O vai e vem é confuso. Cada cabeça pensa de um jeito, cada olhar é um olhar, cada gesto é significativo. Mas o que realmente importa é o que se passa do lado de dentro.

Dentro do peito, nas fronteiras da alma.

Sem mais o que pensar acerca do tempo, dos arrependimentos e das alegrias, me rendo e me debruço em mim, busco nas janelas do meu ser, uma resposta. Não para o outro, mas para mim. Por que me sinto assim? O quanto cada movimento me afeta? E os respectivos mergulhos nas tantas respostas?

Dentro de mim, me encontro, deixo vir, me permito. Mesmo assim é tão difícil me decifrar. Às vezes acho que minhas lentes estão embaçadas e a verdade se esconde por de trás de uma palavra doce, de um sorriso, ou até mesmo de uma atitude atraente.

Mas e o olhar?

Este não é capaz de mentir. Ele fala por si. Todo o tempo. Poucos percebem, pois não conseguem nem exprimir-se por um olhar. Mas aqueles que vão fundo em sua própria natureza, captam rapidamente os enigmas de um olhar. Deixam que ele diga o que a boca não é capaz de falar.

Acho que a sabedoria esta nas letras de um sambinha pra lá de gostoso: “Deixa a vida te levar” Fluir é o verbo da vez. Se ama, deixe fluir. Se tem medo, deixe que a paz flua em você. Se tem coragem, deixe que o sangue flua em suas veias. Se tem fé, deixe que a vida te presenteie com o fluir constante do universo, onde atraímos aquilo que somos e repelimos outras polaridades, que não fazem parte, mas se encarregam de nos mostrar outras direções, outras escolhas, outras pessoas.