Tássia escreve a cada 15 dias, sempre nas sextas-feiras.
Ao líder, com carinho

 

Já perdi as contas de quantas vezes critiquei gestores por aqui, infelizmente. Quisera eu só falar bem de todos eles, mas a realidade nem sempre permitiu. Entretanto, hoje vou quebrar esse ciclo vicioso e elogiar um gestor. No caso, a minha gestora. E olha que nem é dia do chefe ou aniversário dela. Também não é puxa-saquismo, eu juro, porque isso nunca fez meu tipo. Apenas prometi que um dia escreveria uma coluna para ela em meio a um bate-papo descontraído em que falávamos sobre líderes. E promessa é dívida.

Pois bem, minha chefe é uma loira poderosíssima, apelidada muito acertadamente de magnânima por outra colega maravilhosa (sim, além de ter uma chefe incrível, tenho colegas incríveis. Eita sorte!). E magnânima é uma palavra que define muito bem ela, afinal, magnânima é a pessoa que demonstra generosidade, que se comporta de modo a ajudar desinteressadamente outras pessoas. E, sim, ela está sempre tentando nos ajudar. Ela se preocupa com o nosso lado pessoal e sabe que nem sempre é possível estar 100% com a cabeça ali no trabalho. Isso deveria ser básico do ser humano, a tal empatia, mas é tão rara que quando se manifesta merece ser ressaltada.

Além desse lado bondoso, ela inspira. E inspira porque sabe ser líder e não apenas chefe. Sabe pegar junto, desde aquele trabalho estratégico até o trabalho mais braçal possível. Ela decididamente não diz “vai”, e sim “vamos juntos”. Ela chega junto com a gente no trabalho e sai junto com a gente ou depois. Ela não se atrasa. Ela dá o exemplo.

Ela confia no nosso trabalho e por isso nos dá autonomia. Tão raro um gestor que não seja centralizador. Ou, quando não é centralizador, ele delega tudo, mas também critica tudo que é feito. Ela não. Ela delega, confia e elogia. E quando quer dizer que não chegamos lá ainda, continua nos incentivando mostrando que somos capazes de mais sem nos desmotivar jamais. E ainda, ela sempre dá os créditos a quem executou o trabalho como forma de reconhecimento.

Seu comportamento e postura são admiráveis. Ela não se coloca em um pedestal. Jamais é arrogante ou faz questão de deixar claro que é ela que manda ou que sabe mais. Ela inclusive gosta de aprender conosco, gosta que compartilhemos conhecimentos com ela sempre. Ela coordena, orienta, guia. Ela ri e fala bobagem com a gente também, mas é por esse equilíbrio que ela é muito mais respeitada e admirada por todos nós.

Não bastasse tudo isso, ela é descolada. Ela não é a mulher do blazer e da calça social. Ela é elegante e simples, descolada e na dose certa, ela é puro estilo. Ela não é chefe, é líder; não é sorriso, é gargalhada; não é mais uma, é magnânima.