Cris escreve todas as sextas-feiras.
Mulheres, qualidade ou verbo?

O universo feminino é algo realmente incrível. Costumo dizer que nele, podemos nos lambuzar. São tantas as nuances permeando as razões e a falta delas que permitir, mesmo por um instante, invadir esta tal intimidade, já é uma dádiva. Claro, para aqueles que souberem tirar proveito.

Mulheres, meninas, mimadas ou não, parecem-se e diferem-se de modo tão peculiar, que o fio da navalha torna-se sutil. Sim. Mesmo com opostos sacramentados, nos parecemos em algum ponto desta montanha russa que é pertencer ao sexo feminino.

Costumamos ser doadoras. Nos doamos. Faz parte do nosso DNA agir assim. Não pergunte por quê? A resposta, quem sabe? Só afirmo a certeza, pois sei que em algum momento nos doamos, é da nossa natureza. De nada adianta lutar.

Nosso coração pulsa noutro compasso. Mesmo que um instantâneo sentimento destine-se a uma flor ou a um amor, ou ainda a um temor, um objeto qualquer na gaveta ou a uma expectativa viva em nossos maiores desejos.

Somos do tipo O, doamos para todos os outros tipos. Somos vorazes, algozes, mas carregamos a doçura, o aconchego, a veracidade. Somos o tudo e o nada. Nossos hormônios nos tiram do prumo e como mágica, nos colocam no lugar de novo.

Entender? Impossível. Nem tenta. No máximo conseguirá viajar por um de nossos trechos desconhecidos. O que poderá ser de total valia, porém a totalidade nem nós conhecemos.
Por vezes somos super mulheres, super mães, super filhas, super amigas, vestimos a carapuça de super-herói. Noutras, deixamos a “tão, tão distante” tomar conta e de super passamos a ser ínfimas nas nossas dores e bagagens.

Somos o que somos. Precisamos dessa viagem para fazer a vida valer alguma coisa. Mudanças são com a gente mesmo. Paradigmas existem para ser quebrados, mas respeitamos muito os grandes ditados. As superstições também. Afinal, não se brinca com magia. Já no encantamento, mergulhamos de corpo e alma.

Mulheres! Somos feitas de uma matéria prima única. Improvável seria copiar. Somos complexas demais e para ajudar, simplificamos nossos anseios na TPM ou na solitude. Agora se isso facilita o entendimento ou não,  já não sabemos. Mas, que tentamos, ah, isso tentamos.