Mileine escreve mensalmente, sempre na terça-feira.
Não somos frágeis. Somos delicadas

Muitos homens têm solicitado para que eu escreva também para eles. Dirijo meus textos para minhas colegas de gênero. Meu propósito de vida também passa por fazer com que as mulheres libertem-se de crenças e pensamentos que atrapalham suas vidas profissionais e pessoais.

O que quero falar para os homens hoje é sobre as vidas profissionais de nós, mulheres. Estamos em plena era em que a palavra de ordem é mudança. Nada mais evidente, e já bastante conhecido, o tema da entrada da mulher no mercado de trabalho. Nos últimos 10 anos, a liderança feminina como empreendedora cresceu 21,4%. Isso são dados da revista Exame.

Nós não ingressamos no mercado para “ajudar nas tarefas profissionais”. Nós resolvemos fazer acontecer também, e de igual forma, do nosso jeito.

As mulheres não precisam competir com os homens, nem tirar o lugar de ninguém. Desejamos construir uma carreira próspera e feliz, realizar sonhos, ajudar pessoas. No começo, tivemos que “imitar" o jeito masculino de trabalhar. Nesse ponto nos perdemos um pouco. Somente agora, há um tempo, estamos resgatando nossa feminilidade e trazendo para nossos escritórios e fábricas. Podemos ser competentes e mulheres ao mesmo tempo.

É perceptível a fragmentação da identidade masculina nos dias atuais. Os homens não estão conseguindo conviver com a ascensão das mulheres. Estamos todos loucos brigando pelos seus desejos próprios e por seus papeis.

Para que uma mulher tenha sucesso na sua carreira, é fundamental abrir mão de algumas coisas e dedicar-se para o trabalho também. Isso significa abrir mão de tempo com o marido ou namorado. É necessária muita paciência, compreensão mútua e alguma conversa.

Não somos frágeis. Somos delicadas, determinadas e com muitos desejos a serem realizados. Queremos apoio, carinho, atenção e cuidados, isso nós sabemos fazer e vamos continuar sempre. Nós precisamos e, principalmente, queremos os homens do nosso lado.

Chegou nossa vez de sermos cuidadas e de ter quem faça o supermercado e o jantar de vez em quando, sem sermos cobradas por isso.