Cris escreve todas as sextas-feiras.
Nem tudo é o que parece

Entre tantas incertezas ao longo da vida, nos damos conta de que nem tudo é o que parece. Mas mesmo assim, continuamos a agir como se o todo estivesse ao nosso alcance. Levantamos bandeiras sem ao menos perceber que, na verdade, esse todo tem lados obscuros e que para sabê-lo é necessário clareza, discernimento e principalmente, saber ouvir.

Costumamos agir sem pensar e proferir palavras sem entender a totalidade. É a impulsividade ganhando força. A tal força do hábito e com ela, os julgamentos imediatos são traçados acerca do que quer que seja: uma cara emburrada, uma opinião contrária, uma notícia chocante, a falta da reciprocidade, uma situação qualquer no trabalho, entre vizinhos, amigos ou até mesmo em família.

Por quê complicamos tanto? Será que estamos tão acostumados a ver “nó em pingo d’água” que acaba sendo mais fácil complicar, julgar, sentir-se o centro do mundo e o senhor da razão?

Submersos em nossas próprias questões, arranhamos apontar o outro para talvez diminuir o peso que carregamos nos ombros? Ludibriar nossas culpas. Mascarar nossas facetas?

Ou somos produto do meio, da família, da sociedade, da educação? Será que realmente, como não tivemos os melhores exemplos, podemos usá-los como bengala para seguir adiante sem dar ao menos um passo a frente?

Penso que não!

Acredito de verdade que temos o poder de desenhar nosso destino mudando nossas atitudes e nos transformando. Só que para fazer o movimento inverso, não podemos deixar que as atitudes alheias definam as nossas. Precisamos dar  uma chance a nós mesmos, abrir a mente e libertar-nos de idéias rasas.

Só assim sairemos desses ciclos viciosos e nessa hora, no momento da decisão tomada, quem não estiver na mesma sintonia ficará para trás. Nossos aliados serão outros, terão afinidades com nossa nova forma de levar a vida. Mas para permanecer no prumo, precisamos ser fortes e convictos daquilo que queremos. Pois no final das contas, a vida é espelho, se julgamos alguém, uma hora seremos julgados, se respeitamos alguém, seremos respeitados e assim por diante.

Aqui e agora, fica o convite. Que tal escolhermos amar, antes de tudo? A lógica é a mesma.