Fernanda Rosito escreve nas segundas-feiras.
Profissão: mãe

São sete meses. Sete meses em que a vida profissional mudou de rumo. Um caminho lindo, iluminado e cheio, cheinho de vida, amor e realizações. Do corporativo, do escritório, das reuniões para a troca de fraldas, a alimentação, o banho.

São sete meses. Sete meses em que descobri que o trabalho não é maior que a nossa vida. Estava redondamente e profundamente enganada quando afirmava a mim mesma que a minha vida profissional estava acima de tudo.

Como eu era estúpida!

Acima de tudo está o amor que sentimos pela nossa família. Filhos, marido, pais, tias, avós. E nessa relação entram os amigos, nossa família que escolhemos ao longo da nossa vida. Uns vão, outros ficam...

São sete meses. Sete esses de grude. Meu e dele. Sete meses que literalmente babo por um pinguinho de gente. Sete meses que a visita ao pediatra tornou-se um evento mensal. Que gera ansiedade, angústia, curiosidade e alegria. Sete meses de registro no celular a cada grito. A cada tentativa de engatinhar. A cada cochilo.

São sete meses em que ser mãe é a atividade mais importante da minha vida. Mais que o trabalho. Pra quem me conhece, sabe o ‘peso’ dessa frase. Faria e faço tudo de novo.

Serão mais sete meses em que ele sempre será mais importante. Serão mais sete meses em que minha atividade profissional irá se encaixar na vida dele. E a cada letra que digito para formar essa frase, meu rosto se transforma em sorriso e satisfação.

Que felicidade ser mãe e poder gerenciar meu tempo e meu trabalho ao lado do meu filho.