Cris escreve todas as sextas-feiras.
Que tal sermos profundos?

Acabei de receber um e-mail com um texto do Jabor, falando sobre a solidão. Sobre a forma como a vida está se desenhando para muitos de nós. Ele cita uma frase do Renato Russo que diz: “O mal do século é a solidão” e infelizmente terei que concordar com ambos.

As evidências estão em todo o lugar, no grupo de amigas solteiras, até no grupo das casadas, ou como o próprio Jabor relata, nas boates, com mulheres que contratam homens para dançar... para ter companhia e vice-versa.

Eu pergunto, por que as coisas estão nesta proporção. O que fizemos para chegar nesse estado de futilidade que não nos permite ter um relacionamento. Porque colocamos sucesso e carreira em primeiro plano. Será que é tão difícil alinhar todas essas coisas?

Ouço a maioria das minhas amigas dizer que falta atitude nos homem, mas eu digo, será que elas próprias não estão boicotando seus relacionamentos? Porque isto é fato! O boicote acontece de ambos os lados. A sensação que dá é que as pessoas estão com medo de se entregar, de deixar o amor tomar conta, de se sentirem livres. Este estado de solidão é uma prisão, criada por nós mesmos.

Para que ter relacionamentos rasos? Estamos vivendo em um oceano com água pelos joelhos. Vamos ser profundos! A intensidade está em viver um dia de cada vez. A felicidade está em construir a nossa própria história, segundo a segundo, aprendendo a amar e a respeitar a nós mesmos e ao outro.Vamos ser tranqüilos, vamos adquirir segurança. Vamos oferecer ao universo sentimentos doces, que ele nos retornará com mais doçura ainda. Não vale a pena cultivar ciúmes, pois só nos leva a ter mais ciúmes. Sentimentos frágeis viciam, mas os puros também. Vale amar e ser amado. Vale respeitar e ser respeitado. Vale ser real, ser intenso, ser profundo e inigualável. Vale amar incondicionalmente.

O mundo nos oferece mil possibilidades de ser feliz. Basta a gente querer e acreditar!