Caroline escreve mensalmente, sempre nas terças-feiras.
Serviço a base da transformação nas empresas

Se quiser liderar, você tem que servir

Nos últimos meses venho estudando a forma de liderar e o papel desempenhado pelas lideranças no ambiente corporativo. E, o que tenho percebido, são pessoas que estão longe de serem lideres, agindo como chefes de corporações das décadas de 70/80. São gestores que tentam controlar o incontrolável, como a natureza das pessoas e as próprias pessoas. A figura do chefe que apenas emite ordens rigorosamente para que seus liderados as cumpram já não tem mais espaço no contexto organizacional. Com o passar do tempo, as organizações foram sofrendo transformações, a fim de se tornarem mais competitivas e se expandirem, o que gerou uma necessidade por líderes que desenvolvam suas equipes, reconhecendo talentos e os potencializando. Nesse sentido, uma das grandes necessidades dentro das organizações é a de despertar lideranças. Não qualquer liderança, mas sim, uma liderança servidora.

A base da liderança servidora é entender que todos somos líderes, valorizando e desenvolvendo o ser humano, expandindo os limites da administração. O líder que serve conhece os seus liderados um a um, sente empatia, ama e sabe onde residem as suas dificuldades, onde estão as oportunidades e, a partir disso, torna-se consciente de que existe um processo mais amplo, conectado com todo o sistema. O líder servidor é um agente inspirador para promover ações que sejam congruentes com os objetivos da organização e demonstrem resultados produtivos, além de contribuir para o desenvolvimento dos talentos e potencialidades de seus liderados, fazendo desta forma, uma liderança mais humana.

O serviço será a grande moeda de troca no mundo atual. Sem ele, não há influência e muito menos liderança. A verdade é que todos nós temos uma tendência ao comportamento altruísta, pois se trata de uma função natural do ser humano. Entretanto, muitas vezes, esta liderança está adormecida e pode permanecer assim por anos, ou até mesmo por toda a vida, caso o líder interno não seja despertado e desenvolvido. Neste cenário, que esse novo estilo de liderança vem tomando espaço cada vez maior, a fim de desempenhar um papel transformador e agregador nas organizações.

O líder que serve apóia seus liderados a encontrarem respostas e soluções, fornece feedbacks constantes, ouve com muita atenção e percebe modelos mentais que levam seus liderados a agirem de determinada maneira. Desta forma, o líder servidor leva seus liderados a um nível mais alto de autoconhecimento e desenvolvimento a fim de gerar o aperfeiçoamento contínuo de si mesmo e daqueles com os quais se relaciona.  Assim, gera a duplicação, ou seja, novos líderes, inseridos em uma nova cultura de colaboração e serviço.