Rosangela escreve a cada 15 dias, sempre nas quintas-feiras.
Síndrome do Pânico

Na nossa primeira conversa, falamos sobre Assédio Moral, onde coloquei que uma das consequências pode ser a Síndrome do Pânico. Antes de mais nada, é importante saber o que é isso.

Síndrome do Pânico é um tipo de transtorno de ansiedade, que gera ataques de medo intenso, mesmo que não tenha um motivo aparente.

O indivíduo descreve as crises como algo desesperador, perdendo o controle de seus atos e a qualidade de sua vida. Como não sabe quando ocorrerá novamente, passa a se perceber inseguro, podendo comprometer suas atividades diárias.

As causas ainda são desconhecidas, mas existem fatores que podem desencadear seu aparecimento. Sabemos que o estresse, uma experiência traumática, a pressão no trabalho e a genética são algumas possibilidades cujo corpo reage contra o desconhecido. Seu início geralmente ocorre de repente  e a duração das crises depende de pessoa para pessoa e da intensidade do ataque.

Quais são então os sintomas que uma pessoa em um ataque de pânico sente?

  • Medo de perder o controle;
  • Medo de morrer;
  • Sensação de perigo iminente;
  • Calafrios;
  • Hiperventilação;
  • Palpitação e taquicardia;
  • Falta de ar e sufocamento;
  • Suor intenso, entre outros.

O medo de ter uma crise é tão grande, que a pessoa busca um lugar seguro, sendo este, normalmente, sua casa. A ideia inicial é de um ataque cardíaco, levando-o a buscar um cardiologista ou até mesmo ao hospital.

A Síndrome do Pânico atrapalha a vida do indivíduo no seu trabalho, família, amigos, enfim, tudo ao seu redor. As pessoas têm dificuldade de entender o que de fato está acontecendo e, por este motivo, muitas vezes, acabam acreditando que logo tudo vai passar ou, em alguns casos, não acreditam não que a pessoa está manifestando.

As mulheres, quando afetadas pela Síndrome do Pânico, passam também a desenvolver uma depressão, pois se sentem muito desamparadas pelos seus familiares e, principalmente, pelos seus companheiros.

A dificuldade em compreender o que, de fato, está acontecendo, acreditar que não é “fingimento” ou que tem que fazer algo para melhorar, não aceitar o uso de medicamentos - quando necessários -, não entender o recolhimento da esposa, o choro, a negativa em ter relação sexual, tudo isso afasta o casal, levando aos desentendimentos.

Buscar ajuda de um especialista para um tratamento seguro, sem ter vergonha de admitir que algo não está bem, podendo confiar neste apoio, faz todo a diferente no resultado final. Aceitar que é necessário mudar o comportamento para levar uma vida mais saudável e prazerosa é o fator mais importante para a recuperação.