Tássia escreve a cada 15 dias, sempre nas sextas-feiras.
Só o trabalho salva


“O trabalho dignifica o homem”.

“O trabalho poupa-nos de três grandes males: tédio, vício e necessidade”.

“A abelha atarefada não tem tempo para a tristeza”.

Todas as afirmações acima são, para mim, grandes verdades. O trabalho, seja ele qual for, dignifica o homem. Você tem vergonha da função que exerce? Não! Vergonha é não trabalhar quando se tem essa oportunidade e necessita-se dela. O trabalho é fundamental na nossa existência, seja para a manutenção financeira, como para a busca do sentido da vida.

Além disso, o trabalho tem essa vocação de nos poupar do tédio, do vício e da necessidade, sim. Eu acrescentaria ainda que o trabalho socorre da loucura de uma vida pessoal fora dos eixos. Ele distrai, engana, ilude, consola. Quando se trabalha com dedicação e foco, é possível esquecer dos problemas por algumas horas. Esquecer que há outras responsabilidades mais sérias fora do escritório. No trabalho, a missão profissional reina.

Ali só se quer fazer o melhor, mostrar o seu melhor, ser o seu melhor.

No trabalho também se espera uma compensação mais imediata que a vida lá fora nem sempre dá. Um líder que elogia, um cliente satisfeito, um colega que dá valor à parceria que você tem com ele. O retorno é mais rápido. Não o financeiro, porque aí depende de cada empresa. Mas o retorno afetivo. Aquele que às vezes nos falta fora do trabalho. Nada como receber um obrigado ou um parabéns por pequenas tarefas cotidianas enquanto se espera um obrigado e um parabéns que talvez nunca virão de quem você mais gostaria de ouvir. Tem gente que tem uma vida pessoal tão boa que compensa uma profissional terrível. O contrário também é verdadeiro. Eis o equilíbrio necessário.

E que história é essa de que abelha atarefada não tem tempo para a tristeza? É isso mesmo. É a mesma história da tal mente vazia, oficina do diabo. Sem espaço e tempo para pensar em bobagens, como ficar triste? “Mas isso não cura”, me diram alguns. “Você precisa descansar, relaxar”. Não cura, mas salva.