Cris escreve todas as sextas-feiras.
O suco do limão pode ser doce, mas também ácido

O que dizer de pessoas que tiram o pior de nós? No contraponto, o que dizer daquelas que tiram nosso melhor? Sim, pois a mesma pessoa pode pesar para um lado ou para outro. Principalmente, quando nos conhece como ninguém.

Nosso cisne negro, existe. Nosso lado sombra. Aquela versão que reconhecemos e não gostamos, não alimentamos, até que ela morra de fome e de vez, para ficar somente o vestígio daquilo que nos torna observadores mais precisos da vida. Daquilo que segura nosso pé atras por um instante, para avaliar a situação e travar o impulso. Como um gato que tem medo da água fria.

No entanto, as pessoas ao redor, que muitas vezes são como música para a alma, noutros momentos, nos cutucam de tal maneira, que se o monstro não tiver ido à óbito, renasce com vivacidade e volta a importunar, não somente aquele que o despertou, mas o próprio corpo em que habita. Ainda mais se este corpo for do sexo feminino e estiver naqueles dias.

A regra é clara: “Favor não oportunar uma mulher de TPM. Não cutucar o leão de vara curta. E se isso acontecer. Arcar com as consequências, pois elas virão.”

Explodir não é legal. É fato! E é nesta hora que clamamos pela boa e velha paciência, por aquela tolerância amiga, pela paz de espírito, para nos curar desses momentos inglórios, onde palavras são despejadas sem nenhum pudor.

Mas repare. Inúmeras vezes, quem explode, já deve ter tentado exercitar todas essas virtudes e avisado ao indivíduo armado de ironia, que tais comportamentos não eram legais, que “encher o saco” por lazer, é irromper na maldade. Atitudes assim, estragam um momento que pode ser de ouro, constrangendo as partes e distorcendo as aparências.

Quem perde? Todos. Infelizmente.

Então, é melhor pensar dez vezes antes de partir para uma brincadeirinha dessas e absorver a vida com dignidade, com bondade, com clareza e deixar a harmonia fazer parte. Na dúvida, escolha sempre tirar o melhor do outro.

Quem ganha? Todos. Felizmente.