Cris escreve todas as sextas-feiras.
É tempo de viver!

Vida, além da vida. Além de mim e de ti. Além daqueles que pairam, que sucumbem, que impedem. Vida além da ilusão e até mesmo da realidade. Fugaz. Traiçoeira. Livre. Vida para que te quero. Para o deleite. Para o presente. Vida de filha, de mãe, de mulher. Vida de família, de dama de vagabundo.

A recebemos de braços abertos, com lágrimas nos olhos. A concebemos no prazer arrebatador. A amamos como nenhuma outra pessoa é capaz. A cuidamos com nosso coração. Impomos limites, orientamos, nos entregamos. Vida que segue, que trilha seus próprios caminhos, para de repente, se assim for a vontade, gerar nova vida e renovar a casa.

Sempre no tempo presente, sempre no hoje. A vida não se faz no amanhã e nem no ontem. Ela se faz no agora. O que passou, passou. É o que dizem. E os que ditam estão certos. Viver o passado não melhora o hoje, muito menos o futuro. Viver o passado é a permanência em um lugar no qual nada podemos fazer. Viver no passado é paralisia mental e o pior, por um querer que parte de quem vive nele e não por imposição do destino.

É neste instante que a ação se faz. As escolhas são reais, as decisões podem e devem ser tomadas. Até a falta delas nos cabe, não há o que negar. Nossa vida está em nossas mãos. O depois, depende disso. Nos tornamos aquilo que somos hoje, o futuro é espelho deste momento. Nada mais faz sentido. No ontem arrematamos bagagens. No hoje, podemos escolher deixá-las pelo caminho ou pesar ainda mais a conta. No amanhã, arcaremos com as consequências.

A vida acontece nesta ação e reação constante. O agir é inerente. Sempre estaremos agindo, nem que seja somente com o pensar. Pensamento é coisa seria. É ação criada e lançada ao universo. Se outro alguém sintonizar com nosso dial, a audiência aumenta e assim constantemente, como acontece com os veículos de comunicação em massa.

Atentos, precisamos estar. Para que o tal pensamento não nos traia. Boas vibrações são necessárias, para que a ação transformadora perdure no bem e nos leve com ela a alçar voos cada vez mais altos, sem tombos, apenas com a verdade adquirida durante a caminhada.