Caroline escreve mensalmente, sempre nas terças-feiras.
Como viver a alta performance?

Sempre que falo sobre alta performance vejo um direcionamento para o lado profissional e a altos cargos hierárquicos. Me pergunto, se apenas quem precisa acessar e gerenciar o seu fluxo de alta performance é este tipo de pessoa? Ao prestar vestibular, conduzir e fazer a gestão de projetos e pessoas, participar de uma entrevista de emprego, conduzir um negócio, trocar de carreira, será que não preciso de alta performance?

Nos acostumamos a enxergar performance como um dom onde existem pessoas que nasceram com ela e outras, os mortais, que não, porém essa competência caracterizada por pessoas que vivem o seu potencial e com isso desfrutam ao máximo das suas habilidades frente aos obstáculos, esta intimamente conectada com a decisão de que histórias você quer viver.

Se você ainda não parou para pensar sobre esse assunto então, te convido a dar o primeiro passo,  e refletir se a sua vida esta caminhando em direção aos seus objetivos. Tenho certeza que a sua resposta diz e muito o quanto você vive a alta performance.

Todos os dias tomamos decisões. Uma escolha errada pode nos levar por um caminho obscuro permanecendo tempo suficiente para não ter volta. Cada escolha conta. Não adianta ter alta performance no caminho que não leva a concretizar a história que você quer contar. A vida é finita. Se este entendimento não estiver claro, alimentamos o pensamento de que tudo será resolvido de uma hora para outra, arrumando pretextos como: ficar preso no pessimismo, na mesmice, com o que não dá certo, acostumado com os baixos resultados e principalmente com a mediocridade e dessa forma, corre-se o risco de não ter tempo para viver a verdadeira história.

Ao não entender a importância de todos esses questionamentos acabamos aceitando o piloto automático junto a um turbilhão de emoções que limitam o nosso potencial e nos leva a incorporar no dia a dia  papeis chaves que só fazem reduzir o nível de desenvolvimento como pessoa e profissional.

O primeiro papel é conhecido de todos. A vitima, sempre tendo uma desculpa para tudo, sem saber verdadeiramente o que quer da vida e sem buscar uma vida própria sendo a sombra do sonho de outros, o segundo é o medíocre, que não avança, nem retrocede, permanece estancado sem desenvolver seus talentos e principalmente, sem energia para realizar, o terceiro e mais perigoso é o desbravador, que mascara a sua falta de consistência e de comprometimento consigo próprio e com projetos de longo prazo com o pouco de autoconhecimento, responsabilidade e alguns resultados adquiridos.

Existe uma mudança em curso no mercado de trabalho que não esta somente ligada a crise econômica e a alta taxa de desemprego que estamos vivendo, onde a capacidade de encarar obstáculos de forma positiva e construtiva, ter automotivação, comunicação clara, resiliência e cuidados com o tempo estão falando mais do que seu próprio currículo. Não podemos ficar céticos e protegidos na zona de conforto, na inércia e ignorar esse fato.  Esta na hora de ligar o seu sinal de alerta e tentar ao máximo modificar a realidade em sua volta para construir o seu próprio futuro. Essa realidade abre espaço para um trabalho mais conectado com valores pessoais, capacidades e principalmente propósito.

Estamos transitando do modelo “work to” para o modelo “work with”. Nesse cenário a competência que eu julgo mais importante é você saber como acessar e gerenciar o seu fluxo de alta performance tornando-se uma pessoa mais engajada, indo além do que é esperado e estabelecendo os mais altos padrões pessoais como recompensa você vai passo a passo destravando o caminho para viver a sua história de sucesso e realização.