Cris escreve todas as sextas-feiras.
Vizinhos, ame-os ou deixe-os!

Relações humanas são ímpares e isso é fato. O bom senso pode existir ou não. Uns têm de sobra, já em outros, falta além da conta. Nesse acaso, viver em grupo pode tornar-se uma grande aventura e uma boa amostra disso é quando vivemos em condomínios, sejam eles de prédios ou de casas.

As convenções acabam sendo realizadas antes dos moradores adentrarem de mala e cuia à tão sonhada casa própria e a partir daí o lar doce lar, pode virar um inferno.

O grupo é heterogêneo, são muitas famílias criadas de modo diferente, que juntam-se para uma jornada relativamente longa. O mínimo que se espera é que a cordialidade impere. Gentilezas são uma excelente fonte para manter as boas relações em nível máximo.

O lado B acontece quando damos de cara com aquele vizinho chato, detalhista, que segue as regras à pente fino e acaba, não sei por quê motivo, mais preocupado com  a vida alheia do que com a própria.

Nem me refiro aos vizinhos fofoqueiros, estes não fazem mal, apenas exercitam suas línguas com um certo veneno, para tirar o foco de si mesmos, ou até para ver alguma graça na vida, conquanto que não seja a deles.

Outros, acabam fazendo um barulho ensurdecedor. Um barulho que foge daquele tão aclamado bom senso e ganha força na ignorância ou até, ouso dizer, na falta de amor próprio.

Vizinhos que se preocupam com o lugar onde você coloca seu varal, mesmo que seja dentro de casa, que se sentem insultados se o motor do ar condicionado está alguns centímetros acima do combinado, mesmo que seja dentro de casa. Que nas reuniões de condomínio preferem “bater pé” avalizados pela tal da convenção, aquela acertada antes da moradia concreta.

Sim, eles existem e passam longe do cabimento. Não são muitos, mas basta um para que a vontade de se mudar surja rapidinho. Afinal, eles convivem com suas próprias verdades e não existe nem uma outra para contestar, a deles é a que vale e ponto!

Nesses casos, a maioria deve ser convocada para se pronunciar, não adianta correr. Mudar algumas convenções após habitar, é tiro certo, pois avaliamos a situação com outros olhos, outra lente e sem medo de caras feias. O que deve prevalecer eleito é o ovacionado bom senso. Esse, nunca sai de moda. Já o vizinho, transtornado, terá que se ajustar e aprender de vez a conviver em grupo, caso contrário, prefiro não comentar.