Tássia escreve a cada 15 dias, sempre nas sextas-feiras.
Você tem carta branca para fazer o que sabe?

 

Fazia um tempo que eu não sabia o que era autonomia no trabalho. Tudo precisava de pré-aprovação, aprovação e aprovação final. A palavra estava tão distante da minha realidade que eu já nem entendia mais o seu real significado. De repente ela reaparece e passa a fazer sentido novamente, como nunca deveria ter deixado de fazer. Aleluia!

Conforme o dicionário, autonomia significa a capacidade de governar a si próprio. Em relação ao mundo corporativo, simplificando, autonomia é quando a liderança deixa seu colaborador livre para executar sua atividade sem interferência e controle contínuo. Isso não significa que o líder fique totalmente à parte do trabalho. Jamais! Quer dizer apenas que o líder confia na expertise do colaborador e que participará apenas de etapas estratégicas de tomada de decisão.

Pois bem, por que é tão difícil para alguns líderes darem autonomia aos membros de sua equipe? Uma das explicações está no estilo de liderança. Se o líder for centralizador, dificilmente ele vai deixar que o colaborador tenha autonomia. Ele não costuma confiar em um trabalho que não passe por sua avaliação constante. O problema do líder centralizador é que ele é quem mais desmotiva sua equipe. Afinal, a pessoa se torna dependente de seu chefe para qualquer ação e este, por sua vez, tranca todo o processo. Consequentemente, clientes começam a reclamar da demora, e demissões ocorrem injustamente porque o poderoso chefão nunca está satisfeito com o trabalho alheio, afinal, ninguém é tão bom como ele.

Deixar os profissionais livres no trabalho, por sua vez, pode estimular a criatividade e ainda ampliar os lucros de uma corporação, afinal, eles se tornam mais produtivos. Sendo assim, o líder inteligente será aquele que contrata pessoas inteligentes em quem confia. Pessoas essas que nunca precisarão se perguntar coisas como: por que meu chefe não confia no meu trabalho? Por que então ele me contratou? Qual é o meu talento? O que estou fazendo aqui a não ser seguir ordens? Sou uma máquina ou um ser pensante? Se você começar a pensar isso, talvez seja a hora de reavaliar sua vida profissional para ter certeza se o problema é você ou sua liderança.