Mulheres na Comunicação

Na crença popular, as mulheres falam muito mais do que os homens. E pode até ser. O fato é que o mercado da Comunicação parece estar sendo dominado pela ala feminina do mundo. Por exemplo, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) publicou há cerca de quatro anos uma pesquisa que identificava que a área era dominada por 60% de mulheres, um cenário muito diferente na década de 1990. Há quem diga que os profissionais de Comunicação são apaixonados pela escolha, afinal, “precisa amar muito para seguir nessa loucura”.

Bem, Ana Carolina Campos, que trabalha com Marketing, já disse ao Negócio Feminino que realmente “faz o que ama e ama o que faz” (releia a matéria aqui). Na ocasião, ela afirmou, enfática: “O Marketing é o combustível que preciso todos os dias para levantar da cama e fazer acontecer. Não imagino minha vida sem ele e nunca tive dúvidas disso”. Uma das entidades que rege esta área é a Associação dos Dirigentes de Marketing e Vendas do Brasil – ADVB/RS, que tem por atividades reconhecer a competência das empresas e seus colaboradores e as melhores práticas do setor. Além disso, ela capacita e investe em desenvolvimento dos profissionais com diversos cursos e treinamentos.

Já a Publicidade e Propaganda tem a simpatia de diversos jovens, agregando agências diversas, autônomos e profissionais que atuam em diferentes segmentos – mas todos ligados à Comunicação, claro. Quando se fala em representação, as opções também são muitas, por exemplo, Sindicato dos Publicitários, das Agências, Associação Riograndense de Propaganda (ARP), das Agência Digitais, isso só no Estado, sem falar nas abrangências nacionais. Carla Petruco, publicitária há 11 anos, diz que não se imagina em outra profissão. “Está no meu sangue, é algo incontrolável. Confesso que até reclamo, mas não conseguiria largar a Comunicação”, garante.

O presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (SindJors), Milton Simas, conversou com o Negócio Feminino e ressaltou que ser jornalista é nunca ter rotina, pois notícia não tem hora para acontecer, não é mesmo? E disse mais: “É trabalhar com ética, transparência e muito respeito à sociedade, pois ela é o nosso público-alvo. É por e para ela que trabalhamos e lutamos. É uma das poucas profissões que seduz justamente por não ser igual todos os dias”.

Para a publicitária Daniela Beschoren, que gerencia um setor de comunicação integrada, unir as diversas e diferentes áreas desse mercado tão amplo é o que pode ser ainda mais encantador. “É importante a utilização de diversos meios como: fortalecer a imagem corporativa, a propaganda institucional, o jornalismo empresarial, a assessoria de imprensa, a editoração multimídia, o marketing social, bem como as relações-públicas para facilitar o alcance de seus objetivos”, enfatizou.