Juntos ou separados – como fica o bolso

Gustavo e Mariana estão juntos há pouco mais de um ano. A ideia do casal apaixonado é juntar as escovas de dente em breve, mas o questionamento sobre as finanças é uma dúvida que tem adiado o sonho do casamento. De ambos.

“Nós dois temos consciência que pode não dar certo, pois relacionamento é complicado”, desabafa Gustavo, que é sócio de um grande escritório de advocacia. Ele continua: “queremos que dure para sempre, mas precisamos estar protegidos”, avalia ele mais racionalmente. Mariana concorda e solta: “É comum, na separação, ter muita confusão em função de partilhas, não queremos isso. Por isso estamos tratando desse assunto bem friamente”.

Penar dessa forma é uma defesa que pode funcionar muito bem lá na frente. Casamento é uma instituição que deve ser administrada como qualquer outra: com amor e orçamento. A soma dos fatores gera um resultado feliz. É isso que o economista e colunista do Portal Negócio Feminino, Igor Morais, defende. No artigo publicado hoje, Morais sugere o chamado “family Office”. Para o economista, é a forma de profissionalizar a gestão financeira dos irmãos, tios e demais integrantes da família. “Há vários benefícios com essa política, como transparência nos direitos sobre os recursos, melhor rentabilidade, menor pagamento de impostos dentre outros”, pontua Igor Morais.

Mas há quem discorde. Para a publicitária Mariana Schneider, quando escolhemos casar com uma pessoa, devemos compartilhar tudo – inclusive as dívidas. “Eu e meu marido temos um planejamento financeiro em que nossos rendimentos são unificados”, explica Mariana, que é casada há 8 anos. “Funciona bem dessa forma e respeitamos muito a individualidade de cada um”.

Enquanto isso, há casais que administram suas contas individualmente, ficando cada um na sua. “Tenho minhas despesas e juntos temos as nossas, como a prestação do apartamento, luz, supermercado e contas das crianças”, esclarece Renata Machado, que é casada há três anos com Márcio Couto da Silva. “Cada um tem suas responsabilidades dividias conforme o quanto ganha”, completa Silva.

A terapeuta de casal, Juliana Costa avalia qualquer uma das alternativas válidas. “O que importa é que as finanças, sema juntas ou separadas, não interfiram na vida a dois”. Pronto. Juliana simplificou muito bem essa matemática.