É possível planejar as contas

Uma das grandes queixas das mulheres – e dos homens também – é manter a saúde financeira em dia, sem aqueles altos e baixos. Ou pior: afundar de vez. Pensando nisso, o Negócio Feminino foi conversar com quatro  especialistas da área para saber o que cada um pode nos aconselhar para encarar as cifras de frente. Confira as dicas.

“Finanças costumam ser uma grande fonte de preocupação para as pessoas, seja para acumular patrimônio ou por problemas financeiros em alguns momentos da vida. Para resolver essa questão, é preciso ter um bom planejamento financeiro. Trace os objetivos, pois apenas sabendo aonde quer chegar você vai poder escolher o caminho certo. Calcule quanto custa o seu padrão de vida, incluindo tanto as despesas ordinárias como as eventuais (viagens, troca de carro, festas, reformas, etc). Depois, é necessário uma boa dose de organização para saber com precisão para onde vai o seu dinheiro.  Tenha uma reserva também. Lembre-se que ter dinheiro não significa ser rico”, Alexandre Amorim, administrador e gestor de investimentos na Par Mais.

“Organizar a vida financeira quer dizer você saber exatamente onde está o seu dinheiro: moradia, dívidas, investimentos, lazer... Parece estranho, mas planilhas podem mudar a sua vida. Primeira dica: faça uma planilha financeira (tem no Google) bem simples e objetiva, na qual você consiga ver o seu dinheiro e entender para onde ele está indo. Mas, preencha direitinho, seja verdadeiro, colocando exatamente tudo o que gastar no mês. Assim, conseguirá cortar alguns gastos supérfluos. Segunda dica: tenha uma meta. Qual o seu objetivo no curto, médio e longo prazos? É importante investirmos parte do nosso dinheiro e, hoje, é mais interessante ainda investir em renda fixa. Terceira dica: precisamos do lazer, por isso, dentro da nossa planilha é necessário termos esse setor. É importante definir qual porcentagem da sua receita será gasta com este item. Organizar sua vida financeira concorre para uma vida mais saudável. Tenha objetivos  e torne-os reais”, Aldrey Zago Menezes , co-founder e responsável pelo setor operacional da AZM Assessoria em Câmbio.

“Para iniciar – e manter – seu planejamento financeiro, o primeiro passo é entender que seu dinheiro é um aliado e não um inimigo. Trate-o bem, destine-o às coisas que fazem bem a você. Esse é o principio básico da educação financeira. Vencida esta primeira etapa, pare e pense sobre o que você quer da sua vida de agora em diante, ou seja, defina e ponha no papel todos os seus objetivos que envolvem dinheiro, como fazer uma viagem, comprar uma casa, fazer um MBA, etc. Defina também quando deseja torná-lo realidade e quanto isso custará. Tendo estas informações, fica fácil saber quanto você precisa guardar mensalmente para alcançá-lo. Então veja se este valor cabe no seu orçamento atual. Caso não caiba (por exemplo, se você ganha R$ 2.500 liquido e já tem todo esse valor comprometido), você tem 2 opções: adiar o seu objetivo (o que não é a melhor das opções) ou rever todos os seus gastos e, sim, fazer caber a poupança na sua renda mensal”, Camila Bavaresco, Consultora financeira da Develop Educação Financeira e bacharel em Administração e MBA em Finanças.

“O segredo para a saúde financeira está em três ações. Primeiro, é necessário saber quanto a sua família faz de renda mensal, incluindo trabalhos fixos, temporários e rendas 'extras'. Feito isso, vem o segundo passo: fazer o levantamento das despesas que a família não pode abrir mão (e isso inclui prestações que não terminaram e gastos que ocorrem apenas uma vez no ano, como IPTU). Com isso em mãos, é possível saber quanto sobra para as demais compras, ou para poupar (depende dos seus projetos de vida). Uma dica extra: sempre que for fazer uma compra, pergunte e compare os juros entre os diferentes estabelecimentos, e escolha sempre a opção com menos juros, se possível.”, Gabriel P. Torres, economista.