Quanto vale cada área

Alguém ai ouviu falar em salários? Pois separem o contra-cheque e contem os números da conta bancária. Na terceira matéria da Série Mercado de Trabalho produzida pelo Negócio Feminino nessa semana, chegou a hora de falar em remuneração.

Ontem, foi publicado algumas áreas mais promissoras para as mulheres. Entre elas comercio, indústria, saúde, TI, finanças, engenharia e marketing. Para essa última, temos o exemplo da Bárbara, que trabalhou por cerca de oito anos em uma grande empresa – e acabou sendo demitida há um mês por corte de pessoal. Bárbara recebeu, em seu último extrato bancário, o equivalente a R$ 6 mil. O que para ela era sufiente para cumprir com seus compromissos financeiros. Enquanto que Suzana, responsável pelo marketing de uma pequena rede móveis, recebe mensalmente R$ 2,3 mil.

A primeira impressão é de que há algo errado, mas é isso ai mesmo. A diferença salarial, neste caso, não está em função do gênero, mas pelo porte da empresa. E Suzana agradece diáriamente estar empregada, visto a conjuntura econômica estar fragilizada. “É apertado para pagar todas as contas como aluguel, condomínio, transporte e alimentação, mas sou disciplinada e consigo fazer uma pequena economia”, conta ela, animada, afirmando que já planeja as férias.

De acordo com pesquisa publicada pela revista Exame, a área de marketing e vendas teve um acréscimo em 2015. A pesquisa menciona que para o profissional de Supervisao de Vendas, o aumento foi de 9,5%, variando entre R$ 5,5 mil a R$ 12 mil mensal. Já para quem assume a cadeira de Gerente de marketing passará a receber entre R$ 7 mil e R$ 25 mil, um aumento de 11%.

Outro exemplo citado pela revista é para quem atua no mercado financeiro. Ente os cargos promissores estão o de analista júnior de risco de mercado, com um salário fixo que varia de R$ 4,7 mil a R$ 7,4 mil, Gerente de auditoria, de 12 a 19 mil reais, e Gerente de controladoria, podendo chegar a um salário de 18 mil reais.

Goatou? Não pense que é moleza chegar a um salário de 25 mil reais. Pois não é nada fácil. É preciso muita dedicação, estudo e horas de trabalho. Carolina Pereria, que não se impõe a divulgar seu nome, atua como diretora comercial em uma empresa de seguros. Ela, que já é mãe do seu primeiro filho, trabalha, em média, 11 horas por dia. “Deixo o Victor na escolinha para chegar cedo no escritório, e só retorno à noite pra casa”, conta um pouco da sua rotina. Carolina está na empresa há quase 13 anos. “Entrei como estagiária, tive a oportunidade de crescer e abracei”, lembra ela, que já tem duas pós-graduações.

Enquanto isso, a sociologia Miriam De Toni, revela que o rendimento médio das mulheres ao longo e 2015 foi exatos R$ 1.579,00. Esse número foge um tanto dos cargos da Suzana, da Barbara e da Carolina, mas mostram um realidade do mercado revelada pela Pesquisa de Emprego e Desemoego da FEE. Uma discrepância ou a realidade? Talvez não encontrarmos a resposta. Mas, enquanto isso, o melhor é seguir o exemplo das gurias.

Amanhã, na editoria de Saúde no Trabalho, conheça as doenças típicas femininas que nos afastam do trabalho.