Cris escreve todas as sextas-feiras.
Gentileza gera gentileza

Dizem que quando cozinhamos nossos sentimentos são transmitidos aos alimentos. O corpo todo é matéria condensada, pulsante. Por isso essa afirmação é tão lógica. Nossas mãos conduzem aquilo que carregamos na alma. Tudo é alquimia. Desde a escolha dos ingredientes até o servir. Uma sequencia de atitudes que podem fazer toda a diferença.

Existe um tanto de romantismo nisso tudo, quem come, sabe quando está comendo algo feito com amor. O corpo recebe essa energia desde a primeira garfada. Por isso, devemos respeitar esse momento. Ele é divino.

Da mesma forma, quando doamos um carinho, nossas mãos transmitem o que o toque carrega. Se angústia, se doçura. Quem recebe, sente. Pode nem ser diretamente no ato do toque, mas o bem estar ou mal estar procedente, diz tudo.

A energia que colocamos naquilo que fazemos é o reflexo de como estamos. Por mais que sejamos bons, não estamos sempre de bem com a vida. Nuances fazem parte dos dias. Altos e baixos fazem parte. Alegrias e tristezas fazem parte. Dor e amor também.
Nossos milhões de lados, nossas milhares de emoções.

Até quem é ruim, tem momentos de bondade. Quase como um lapso que não se faz entender, mas que acontece quase sem querer e torna àquele ser um pouco menos tenebroso.

Acabamos percebendo o mundo a nossa volta através dos tantos olhares que cruzam nosso caminho. Conhecidos ou não, captamos tudo através dessas janelas e assim, conseguimos ter um raio X , pelo menos do nosso bairro.

E se prestarmos um pouco mais de atenção, nos daremos conta de que somos fios condutores, antenas, imãs… Somos aquilo que atraímos. Nada acontece por acaso. Mesmo que estejamos distraídos. Tudo tem uma razão de ser. Tudo tem um porquê. Não é a toa que gentileza gera gentileza e mau-humor gera mau humor.

Já sabemos que o sorriso contagia. Então não temos mais desculpas. Vamos transmitir ao mundo o melhor de nós. Vamos fazer do nosso pequeno círculo  o estopim.

Claro, se estamos com problemas, podemos dividi-los, mas antes, devemos escutar o que realmente importa e nos dar conta se vale a pena perder tempo tentando resolvê-lo ou se simplesmente uma dose de sossego já é o suficiente. Temos que ter aquele olhar que mostra o tamanho real das coisas. E com as rédeas da situação em nossas mãos, preparar aquela jantinha bem especial, mesmo que seja só pra gente.