Quero ir. Quanto custa?

Ok, decisão tomada e intercâmbio escolhido. Agora, o momento é de organizar as finanças. Passagens, hospedagem, alimentação, transporte e custos com o curso devem ser calculados e planejados antecipadamente. Fora, é claro, aquelas comprinhas básicas. Conforme a orientação do diretor de finanças da ESPM, Antônio Ricardo Marinho, é essencial um planejamento de dois anos. “Somos imediatistas, decidimos agora para realizar em seis meses”, alerta o professor, salientando que essa é uma atitude errada.

Foi o que aconteceu com Laura Pereira. Advogada, atua com seguros e sempre teve o sonho de viajar para estudar língua e fazer um curso de especialização no exterior. “Decidi assim que eu encontrei o curso que realmente queria fazer”, conta ela. “Coloquei todas as despesas no papel e percebi que não tinha como arcar com as despesas”, lamentou ela. A decisão foi usar o limite do cartão de crédito para cobrir o que faltava. “Optei pelo cartão, sabia dos riscos, mas na época o dólar estava estável”, lembra. Se perguntasse ao professor Marinho, a resposta dele seria bem clara: “O ideal é viajar com cerca de 70% das despesas em dinheiro local. O restante é possível colocar no cartão de crédito”, orienta, salientando que nessa época de moeda instável, o aconselhável é estar com 100% dos custos em espécie.

Ao contrário de Laura, a designer Paula Silva programou cerca de um ano e meio antes de embarcar. “Pesquisei bastante, contatei universidades locais e pude decidir antecipadamente”, conta ela, que pagou a passagem e a hospedagem com antecedência, assim como o curso. “Ao longo do tempo, fui pagando algumas despesas e, quando embarquei, viajei apenas com os custos de alimentação e transporte”.

Paula fez um curso de 30 dias e trouxe na bagagem apenas experiência. “Consegui usar apenas o dinheiro que levei porque na cometi excessos, estava bem focada e disciplinada”, relata. A profissional economizou cerca de R$ 200,00 por mês para as contas diárias e se limitou a um valor máximo para gastar por dia. Voltou ao Brasil sem ter usado o cartão de crédito.

Independente do formato, tanto a Luiza como a Paula, retornaram com a missão cumprida e com o sonho de repetir a dose. “Da próxima vez, farei diferente. Vou economizar e viajar mais preparada financeiramente”. Já Paula: “Minha receita funcionou, certamente faria tudo de novo”.