Especial Saúde no Trabalho
Saúde é o que interessa

Quando se faz um planejamento de intercâmbio é necessário pensar que muitas coisas podem acontecer com a sua saúde durante o período fora do Brasil – aliás, podemos garantir que este será o aspecto de maior preocupação da sua família que ficar no País. Pense bem, tudo pode ser diferente da origem: localização geográfica, clima, temperatura, gastronomia, hábitos, fuso horário, enfim. O corpo pode reagir a qualquer um desses aspectos de forma inesperada, especalmente por não se tratar de uma viagem de férias, e sim um prazo prolongado. Sem contar que os fatores psicológicos estão diretamente ligados ao corpo humano e suas reações.

O cenário ideal é que, dentro do planejamento, seja colocada a realização de um check-up antes de partir para o exterior. Saber exatamente como está a saúde é sempre importante, ainda mais quando se está indo para um lugar desconhecido. Também é importante destacar que alguns países exigem que o intercambista tenha um plano de saúde para permanecer no local – e isso acontece para que possam evitar gastos com a saúde pública. A sócia-diretora da AZM Câmbio, Aldrey Menezes – nossa colunista de Economia, alerta: “Para ingressar na Europa, por exemplo, é obrigatório ter seguro saúde, em especial em caso de intercâmbio. Se na imigração for solicitada a comprovação desta aquisição e o viajante não o tiver, poderá ser deportado”.

Para facilitar o caminho, que muitas vezes parece tão longo de tantos detalhes que precisam ser resolvidos antes da viagem de intercâmbio, uma das formas mais fáceis de não precisar se preocupar com a saúde durante o período é contratando um seguro saúde, que pode ser rapidamente adquirido por meio de seguradoras, bancos ou operadoras de cartão de crédito. Aliás, os valores variam bastante de acordo com a modalidade contratada, mas os mais em conta estão custanto cerca de R$ 1.500,00. Para a especialista, a importância de se cotar com empresas diferentes é em função da cobertura que cada uma oferece. Segundo ela, algumas cobrem até doenças pré-existentes e traslado, em caso de óbito.

Aldrey explica que, antes de decidir onde comprar ou qual a modalidade, é importante verificar as opções das operadoras de cartão de crédito, pois algumas oferecem o seguro. “Mas é bom ficar atento e comparar com outras empresas, pois o seguro do cartão poderá ter uma cobertura mais  limitada”, pondera. Ela ainda defende a importância de investir na saúde, ressaltnaod que uma viagem deve trazer boas experiências e qualquer fato fora do controle poderá dificultar, e muito, alguma necessidade médica. “Se para uma viagem curta é importante, imagina para um intercâmbio?”, garante.

Prevenção nunca é demais

Dizem que uma mulher prevenida vale por duas, então, para quê arriscar? A jornalista Gabriela Fofonka apostou ne seguro saúde e não se arrepende. Quando passou uma temporada na Austrália, não apenas precisou utlizá-lo, como também foi bem atendida. “Quando fiz o intercâmbio para a Austráulia, estava super insegura e preocupada, pois era minha primeira viagem para fora do país e sozinha. O plano de saúde foi uma das minhas principais preocupações e, por indicação da agência de viagens, fiz um seguro saúde”, lembra.

Com cobertura total, necessitou usá-lo por duas vezes por problemas como inflamação na garganta e febre. Segundo ela, o atendimento foi tranquilo e o tratamento correto. A dificuldade ficou por conta da marcação da consulta, pois esta deveria ser feita por telefone e passar antes pela seguradora. “O idioma foi uma dificuldade no começo, já que eu falava pouco inglês e eles não tinham nenhum atendente que falava minha língua mãe. Tive que contar com a ajuda de uma amiga para agendar as consultas pra mim. Mas no geral, deu tudo certo”, conta, aliviada.