O que querem as gerações?

Não há uma teoria unânime sobre o período de cada geração, mas o fato é que vimos numa constante evolução de perfil comportamental, e isso inclui os anseios profissionais. Sejam os baby boomers, a geração X, Y, Z ou, ainda, a mais recente, chamada Alpha, toda elas marcaram épocas e muito se tenta entender o que elas buscam. Em uma palestra ‘O perfil dos novos profissionais x Expectativa do mercado’, promovida pela Band e pelo Ciee, o professor da ESPM-Sul Christian Tudesco, esclareceu pontos importante sobre essa evolução.

Animado, ele provocou: “Vamos fazer um vídeo e mandar bom dia para o Evan?”, após a brincadeira, explicou que o rapaz a quem citou, de 24 anos, é considerado o milionário Forbes mais jovem e sua empresa vale 19 bilhões de dólares: o criador da rede social Snapchat, que troca imagens instantâneas por apenas alguns segundos.

Tudesco, que também é consultor em Marketing, explicou as categorias de gerações, que possuem perfis e ambições diferentes umas das outras. Os chamados baby boomers (nascidos pós Guerra Mundial) cresceram com conceito profissional de responsabilidade e foco na carreira, além de muita disciplina, tudo para manter as coisas simples que conquistaram. A geração seguinte, denominada X (nascidos entre 60 e 70), entrou para o ambiente profissional com o desejo de chegar aos cargos de gerência no menor tempo possível e fazer o que fosse necessário para isso.

Finalmente, a geração Y, jovens que estão no início da sua carreira (nascidos entre 1980 e 2000 e que somam, hoje, cerca de 3,2 bilhões de pessoas no mundo), busca seus próprios negócios, quer combinar paixão com trabalho, quer ver seu esforço recompensado e necessita de constantes feedbacks. “Mas, vejam, eles são impacientes e querem tudo para ontem”, alertou Tudesco. As gerações seguintes, chamadas de Z (entre 2001 e 2010) e Alpha (a partir de 2011), ainda não estão no mercado de trabalho, mas, conforme o especialista, é necessário conhecê-las, lembrando, por exemplo, que não conhecem um mundo sem a tal tecnologia mobile.

De acordo com o professor, enquanto as gerações mais antigas se preocupavam com o “como” chegar e fazer, as novas já começam com o “porque”. “A ordem se inverteu e o nosso grande desafio é gerar engajamento desses jovens, independentemente da geração deles. O importante daqui para frente é que a nossa vida tenha significado”, encerrou.