Tássia escreve quinzenalmente.
Competindo comigo mesma


Você já se perguntou por que tanta gente é louca por esportes? Que sentimento é esse que faz as pessoas dedicarem tanto tempo, energia e paixão a futebol, luta, dança, natação, corrida, ou qualquer modalidade de sua preferência? É pelo prazer de vencer? Pelo trófeu, pela medalha, pelo pódium? Pra alguns, sim. Pra outros, é pelo prazer de vencer a si mesmo a cada treino e a cada competição. Nesses outros, eu me enquadro.

Sempre gostei de atividades físicas e esportes em geral. Joguei futebol, fui ginasta, dançarina, nadadora. Nos últimos anos, inclui novas modalidades esportivas na minha vida. A tal da musculação que tanta gente detesta, virou parte da rotina. Pilates, spinning, corrida e circuito funcional, também. A tal da endorfina virou minha melhor amiga. Ser gymholic virou estilo de vida. Muitos me questionam e se questionam por que tanto. Porque “me faz bem” parece nunca ser uma resposta convincente. Sendo assim, posso incluir um parágrafo a mais de justificativa.

Sou muito autocrítica. Me cobro demais. Portanto, nada mais natural do que ter como parte da minha vida atividades que façam com que eu exija cada vez mais de mim. É isso mesmo. Sempre gostei de competir comigo mesma. Quando olho no espelho, enxergo ao mesmo tempo minha maior aliada e minha pior inimiga. É ela que sempre quero vencer. Parece loucura, e talvez seja mesmo. Mas esporte pra mim tem tudo a ver com a minha evolução como ser humano. Toda vez que pratico algum esporte, quero dar o meu melhor, provar que posso sempre mais, que eu suporto a dor, o cansaço, o calor. E tento usar essa régua pra todos os aspectos da minha vida. Quero dar o meu melhor em tudo que faço.

Sou movida a endorfina, foco, disciplina, perfeccionismo, suor, desafio e automotivação. Porque eu não canso de cansar. Porque a atividade física é um vício do qual não quero me curar.

Quando eu achava que não cabia mais nada na minha rotina, somo a ela o Muay Thai. E quando eu achava que não tinha mais nada pra aprender na relação entre esporte e vida, me deparo com novos aprendizados. Aprendo que não é sobre acertar, é sobre errar até aprender. Não é sobre bater, é sobre saber apanhar sem cair. Não é sobre ser melhor que ninguém, é sobre ser melhor que você pode ser. Não é sobre lutar. É sobre(viver).

Porque a luta ensina pra vida e a vida ensina pra luta.