Michellen Fernandes escreve mensalmente, sempre nas terças-feiras.
Eu decidi! Quero ser rica


Qual é a sua definição de riqueza? Á minha definição não está estabelecida somente na entrada de dinheiro (embora seja bom eu goste e seja muito importante) mas, em maximizar os meus ganhos de forma inteligente/sensata, fazer escolhas e tomar decisões assertivas.

Uma das coisas que aprendi nestes últimos anos da minha vida foi administrar o meu dinheiro, esse aprendizado “consciente” se deu quando fiz a minha migração de carreira, o dinheiro não entrava mais todo mês como eu estava acostumada, as despesas continuavam as mesmas, mas o dinheiro não. Confesso ter sido bem difícil, mas não impossível de lidar.

Entendi que o primeiro passo para alcançar o equilíbrio financeiro foi entender o que eu fazia e o porquê fazia, nunca comprei demais, mas administrava mal mesmo, não fazia escolhas inteligentes. Infelizmente o nosso país não tem a cultura de ensinar educação financeira na escola e nem em casa, logo, aprendemos isso com a vida, depois que já estamos de cabelos brancos.

Aqui em casa, assumimos uma postura diferente com nosso filho de três anos e quero te incentivar a fazer o mesmo. Desde muito cedo já adotamos algumas práticas de ensino consciente, isso é muito importante, pois nossas referências afetivas e a educação que temos na infância fazem muita diferença no processo de aprendizagem financeira. Se seu filho é adolescente, comece o quanto antes.

Estar com a mente aberta, disposta a mudar os seus hábitos, independente da sua situação financeira e momento atual, fará toda diferença na sua qualidade de vida. Acontece que muitas de nós, temos a consciência de nossos atos não saudáveis, queremos gastar menos, mas não queremos abrir mão do padrão atual. Gente! Economia não é deixar de consumir, é consumir com planejamento e consciência.

Um bom diagnóstico é reconhecer as memórias, como elas podem ter influenciado a forma como você lida com os seus ganhos e gastos. Eu fiz essa auto-análise! Esta é uma das formas de operar mudanças internas.

Quem aí se considera uma compradora compulsiva? Essa velocidade e prazer imediato sabotam o caminho da construção de nossa saúde financeira, pois nos impedem de desenvolver habilidades sócias emocionais que nos ajudam a sacrificar o prazer imediato, por um que não é imediato, mas que ajudará a estabilizar a prosperidade.

Muitas dívidas poderiam ser evitadas se pudéssemos reconhecer o papel da gestão emocional no planejamento financeiro. Precisamos aprender a questionar qual é a nossa verdadeira carência e o quanto o prazer imediato tem resolvido nossa real necessidade de afeto e nutrição emocional.

Quero dividir com vocês, três armadilhas da nossa mente relacionada ao uso do dinheiro:

- Ganância: Querer ter mais do que se pode ter, a perda de controle sobre os desejos de ter cada vez mais.

- Impulsividade: Que não está ligada a falta de consciência de que já temos dívidas, mas de não conseguir gerenciar as suas emoções, janelas não saudáveis de satisfação imediata.

- Não fazer contas, não olhar o extrato: Não por esquecimento, mas por negação da realidade (circuito mega perigoso!)

* Cuide da sua saúde financeira e boa sorte.