Michellen Fernandes escreve mensalmente, sempre nas terças-feiras.
Desacelerar em um mundo acelerado


Ser mãe, ser esposa, ser profissional, ser, ser, ser... Mas será que realmente estamos sendo? O que estamos fazendo para ser essa mulher que precisamos /queremos ser? Porque estamos nos cobrando tanto? Temos inúmeras responsabilidades que nos causam um estado de exaustão emocional, mental e físico causado pelo estresse excessivo e contínuo, uma infinidade de atribuições diárias e entre elas, precisamos dormir e encontrar um espaço para nós. Não temos como fugir destas responsabilidades, mas podemos conduzi-las com sabedoria, de forma saudável e equilibrada.

É possível desacelerar! A gente consegue! E sabe como? Querendo muito! Usando a inteligência emocional a nosso favor, correndo atrás da mudança e buscando a qualidade de vida para nós e para nossa família. Sim!

Porque quando mudamos e levamos uma vida mais leve, tudo ao nosso entorno muda. Não existe missão difícil e sim ferramentas erradas.

Mas deixa eu te contar a minha história: Durante algum tempo eu vivi isso, veja se você se identifica? Minha cabeça parecia que iria explodir, o cansaço mental era infinitamente maior que o físico, meu cérebro parecia fazer um nó, mil nós. Sabia que havia algo que precisava mudar, mas não sabia que estava sofrendo da Síndrome do Pensamento Acelerado, fazendo mil coisas ao mesmo tempo, tentando gerenciar minha vida pessoal e profissional. Com muita força de vontade, dedicação e comprometimento, estava tendo sucesso na minha gestão, mas estava esgotada, exigindo demais de mim.

Essa síndrome é o grande mal que estamos desenvolvendo, ela nos paralisa e nos cerca em nossos pensamentos. Pensar é bom, pensar com consciência crítica é ótimo, mas pensar demais sem gerenciamento pode esgotar o cérebro e gerar uma série de sintomas, sintomas estes que eu sentia todos: Mente agitada, esquecimento e déficit de memória, intolerância a frustração onde pequenos problemas geram grandes impactos, sofrer por antecipação, dificuldade de conviver com pessoas lentas e por ai vai, eu aparentemente calma, sofri deste mal, e quem nunca no mundo de hoje? Uma sociedade altamente estressante e competitiva.

Estava presa nas armadilhas da emoção (infelizmente a educação moderna nos educa para o mundo externo e não para o interno) busquei ferramentas adequadas para enfrentar o momento que estava vivendo, decidi fazer escolhas de forma consciente e assertiva, decidi ser minha melhor versão, decidi viver em um mundo mais leve. A brevidade da vida nos convida a valoriza - lá e todas essas atribuições e tarefas, quando gerenciadas de forma inadequadas estão contribuindo para perdermos o melhor do espetáculo, aprendi que o pensamento que pensa o mundo, tem dificuldade de pensar em si mesmo.

Quando falamos em gestão das emoções, é claro que em muitos casos existem questões clínicas que precisam ser tratadas por um profissional adequado, eu como educadora emocional e coach certificada, consigo fazer essa análise e direcionar, se for o caso.

Gerenciar os nossos pensamentos e as nossas emoções não é uma mágica, é um aprendizado e  exercício diário que precisa ser VERDADEIRO e SENTIDO. É um mundo a ser descoberto.

Acredito que isso pode começar a te ajudar, caso você tenha se identificado com a minha história:

- Cobre menos e abrace mais,

- Dê risada de picuinhas, incoerências e tolices da vida, não leve a vida a ferro e fogo,

- Tenha tempo para você: Tempo de repouso, tempo de recreação, tempo de relacionamento,

- Proteja suas emoções, não se dedique somente ao outro e seja péssimo com você,

- Ninguém pode decidir mudar sua história, somente você,

- Não se envergonhe das suas lágrimas,

- Saber ouvir é tão mais importante do que falar,

 

Reforçando: 

Não existe missão difícil e sim ferramentas erradas!

Boa sorte!