Alessandra escreve quinzenalmente.
Filhos criados, trabalhos dobrados e o Coaching como Caminho Positivo

Filhos criados, trabalhos dobrados e o Coaching como Caminho Positivo

Demorei muito tempo para perceber que essa frase é real, verdadeira e fazia todo sentido. Quando são pequenos a gente coloca debaixo do braço, decide que roupa colocar, comprar, escolhe a escola, o tipo de merenda, leva ao pediatra, marca e faz vacina, leva para aula de natação, coloca na escolinha de artes, “obriga” fazer inglês, direciona sua vida para preparar ele para vida adulta.

Como é complexo esse desenvolvimento que o filho tem, em relação ao futuro, como é complexo o que a gente acreditaria ser melhor para eles, o que fomos compondo (com eles) durante adolescência, quando então criados, correm o mundo com suas próprias decisões que nem sempre casam com nosso interesse de vê-los felizes e realizados. Intuição de mãe tem que ser respeitada né ?

O que fazer então quando a decisão deles não bate com aquilo que foi direcionada a vida inteira para acontecer?

O normal mesmo seria a gente brigar como os filhos, assim como os nossos pais brigavam com a gente em outra geração, não é? Pais que são considerados da geração veteranos ou mesmo  “baby boomers” , cerravam o punho para nós obrigando certas atitudes impostas e uma vez acordadas e certos de que  resolveriam a nossa vida. Na verdade não nos faziam pensar, depois, nós revoltados, éramos taxados de ingratos, incoerentes, e ficaria para sempre aquela magoa de falta de diálogo, de ao menos sermos ouvidos, como treinamos tanto hoje em dia para fazer diferente ou seguíamos a cartilha.

Acredito que com a Metodologia Positivista do Coaching ( uso direto e tem me salvado a vida a Metodologia única  do Projeto Cérebro Educado®), a melhor forma de atuarmos é realmente termos clarezas sobre todas as possibilidades da qual a vida apresenta a eles, analisando sempre com uma certa distância para termos certeza de como lidarmos com estes recém adolescentes entrando para vida adulta, afinal, eles até podem estar certos de terem ideias diferentes das nossas, mas as vezes não tem fundamentação  para isso e sempre será  mais seguro  ter uma caminho comprovado para agirmos mais assertivamente. De um lado a experiência e de outro as mil possibilidades, leveza, o novo, e que resolvemos o que for possível e melhor para eles, com eles. Fazendo-os  pensar, racionalizar prós e contras, bom e o ótimo, ao meu ver, é um grande presente que a vida entrega quando se entende que ela é escolha pessoal intransferível e que  não leva desaforo, aguenta consequência e fatalmente colhe-se frutos.

Sim, filhos criados trabalhos dobrados, mesmo cientes desta grande aventura que é tê-los , essa perpetuação da nossas sementes, das nossas antigas possibilidades onde a maioria não puderam ser realizadas, sejam possíveis através deles, o renascimento, uma redescoberta, uma possibilidade nova, um grande futuro mapeado então entre duas gerações. Vale a pena cada segundo, mesmo com tantos desafios a maternidade e a paternidade.