Rosangela escreve a cada 15 dias, sempre nas quintas-feiras.
Já ouviram falar em Síndrome de Burnout?

Olá! Espero que este ano de 2015 seja próspero para todos. De volta aos nossos bate-papos, vamos conversar sobre algo que poucos conhecem, entretanto é uma doença que afasta do trabalho e faz repensar sobre o que, de fato, queremos fazer na vida profissional: Síndrome de Burnout ou Esgotamente Profissional.

É uma doença que tem como característica principal o estado de tensão emocional crônico, provocado pelas condições desgastantes do ambiente de trabalho. Os sintomas, inicialmente, podem ser sutis, como uma irritabilidade, mudança de humor, lapsos de memória. Fisicamente, aparecem dores de cabeça constantes, cansaço, dores musculars, alteração da pressão, sono e alimentação alterados, distúrbios gastrointestinais, entre outros. Aos poucos, parecem dificuldades de concentração, atitudes pessimistas, baixa autoestima, faltas no trabalho, depressão e sensação de esgotamento físico e emocional. Muitas vezes, tudo isso é atribuído a falta de férias, muitas demandas ou pressão.

A partir da necessidade de se afirmar ou provar ser sempre capaz, a dedicação quase isolada, onde o sujeito acredita que pode fazer tudo sozinho e de imediato, a pouca importância às necessidades pessoais como comer, sair, dormir vai levando ao esgotamento.

Também é comum o sujeito perceber que algo não está bem, mas não enfrentar o problema de frente. Com isto, aos poucos, o recolhimento, a mudança evidente do comportamento, um vazio interior, a depressão e, finalmente, o colapso físico e mental vão deixando claro o surgimento da doença.

É importante ouvir a história pregressa do sujeito, o seu envolvimento com o trabalho e suas realizações. Mas, e depois de tudo isso? Como tratar a Síndrome de Burnout? Nesse caso, se faz necessário o uso de antidepressivos e abusca pela psicoterapia. Atividades físicas e exercícios de relaxamento também podem ajudar a controlar os sintomas desagradáveis. Na verdade, o mais importante é a mudança no estilo de vida, cuidando da saúde física e mental.

Profissionais das áreas de Educação, Saúde, Assistência Social, Recursos Humanos, Agentes Penitenciários, Bombeiros, Policiais – e principalmente MULHERES que enfrentam dupla jornada, estão entre os que mais risco correm de desenvolver a Síndrome de Burnout.

Fiquem atentas aos sinais e aos sintomas. Não deixem de dar importância a eles e às suas características, e nem pensem de modo simplista, achando que tudo se resume a uma fase ruim do trabalho, por que você pode ficar sem ele!