Fernanda Rosito escreve nas segundas-feiras.
Mulher de fibra

Entrevistar a Carmem Flores foi um misto de admiração e curiosidade. Calma, eu explico. Admiração por saber, mesmo que superficialmente, da sua trajetória e de como transformou uma rede de móveis tão conhecida e respeitada. A curiosidade? Ah, essa é fácil. Ver de pertinho e dar uma tietada, afinal ninguém é de ferro.

Agora, depois de bater um longo papo de duas horas e meia, é possível entender bastante coisa na vida da Carmem. A ouvindo contar sobre a sua infância, e o quanto sofreu, a decisão de deixar a família no interior e se aventurar em Porto Alegre, e as histórias como vendedora, é de emocionar qualquer um.

Foi muito fácil perceber a determinação dela. Interessante um episódio de bastante tempo. Carmem conta que foi promovida. De vendedora passou a coordenar a equipe, mas pediu ao chefe para ficar nas vendas. Pra ela foi muito simples tomar essa decisão: “Eu queria dinheiro, e só teria como vendedora. Não queria cargo”. Essas foram as frases dela ao contar com convicção. Na minha mente, as imagens passavam como um filme.

Agora deixa eu fofocar

Fui recebida com um largo sorriso no escritório da Carmen. E ainda ganhei um elogio. Claro que fiquei toda boba. Risos... Achei um pouco engraçado, pois na sala avistei várias bonecas de porcelana. Ficou fácil entender porque tinham tantas, ela recebeu uma de presente quando ainda era menina. O significado é bem forte.

Carmen conta em detalhes vários fatos de sua trajetória. E a gente tentou resumir um pouquinho. Acesse a entrevista.