Gabriel escreve todas as primeiras terças-feiras do mês.
Mulher nada frágil

Há muitos anos trabalho com comportamento humano, educação emocional e pela busca da felicidade.

Muitas pessoas passaram pelo meu trabalho e com isto aprendi semelhanças e diferenças. E desta forma, passei a admirar ainda mais as mulheres.

Elas possuem uma visão mais sistêmica. Entendem o todo. Compreendem que uma área da vida está ligada a outra e raramente tomam uma decisão baseada exclusivamente em um aspecto analisado. A visão de felicidade das mulheres é mais completa.

De forma geral, o homem busca ser referência na macro sociedade. Quer ser premiado, estar nos jornais, na TV e rodar o mundo. A mulher busca ser referência na sua micro sociedade. Quer ser reconhecida como uma filha especial, uma mãe diferenciada, uma esposa dedicada e uma profissional de respeito pelos seus colegas de mercado. Obviamente, há muitas mulheres que buscam a referência social como os homens, mas isto costuma vir depois desta busca mais íntima.

Homem tem uma lista de hobbies. Lê revista de automobilismo, joga futebol uma vez por semana, participa da turma do poker, da confraria da cerveja e por aí vai. A mulher não costuma ser assim. A mulher é mais das atividades afetivas. Procura a troca de afeto entre as pessoas, gosta de longas conversas e de momentos mais relaxantes.

O homem é sempre mais objetivo, mais pragmático. Busca resolver um ponto específico e, principalmente, uma ponto de cada vez.

A mulher quer resolver todos os pontos e sempre tudo junto. O que é mais incrível, é que elas têm, de fato, esta capacidade. A mulher consegue dar a devida atenção aos assuntos de forma distinta. Tem o tempo de ser mãe, a hora de ser filha, o dia de ser profissional, o momento de ser sexy, de cuidar do corpo, de sair com as amigas, de estudar, de arrumar a casa…

Como dito por alguns profissionais da área da saúde, a mulher está se tornando a super mulher. A exigência social impõem muitas mudanças e muitas tarefas. A mulher moderna é tudo.

Não é uma questão de certo ou errado, nem quero propor a discussão por preferências, mas o fato é que homens e mulheres têm muitas diferenças. E ao me propor refletir sobre as mudanças da mulher, resolvi contrapor com as mudanças do homem. Digo isto pois sempre acreditei que, quando uma pessoa muda, a outra (do mesmo convívio) muda também. E vem sendo assim nas relações masculinas e femininas. Embora existam diferenças na forma de pensar e na estrutura de planejamento pessoal, tenho visto com muita frequência os homens mais dispostos a pensar nos filhos, participar das reuniões na escola, ajudar a escolher a roupa.  Homens preocupados em aprendar a cozinhar, descobrir como usa a máquina de lavar roupa, combinar com o jardineiro o que precisa ser feito.  Homens preocupados com sua beleza e com sua saúde futura. Homens dispostos a demonstrar afeto e passar a utilizar a frase que aprendemos com as mulheres: eu te amo. Sim, também de forma geral, os homens estão mais afetivos e mais dispostos a olhar suas vidas como um todo.

A mudança da mulher é comprovada na mudança que o homem passou a adotar. Quem ganha com isto? Penso que todos nós. Toda a sociedade e, principalmente, todos os filhos destes pais modernos. Pais que participam da vida dos seus filhos sem deixar de pensar nas suas vidas individuais. Pais que sabem ser egoístas e altruístas, característica típica da mulher que o homem aprendeu.

E tudo isto, devido à mudança das mulheres. Depois de queimarem roupas e lutarem pelo seu espaço, que hoje já está conquistado, foi o homem que precisou se adaptar. As vezes penso que, se não fosse a antiga revolução feminina, talvez nós, homens, ainda estaríamos presos no nosso mundo egoísta.