Fernanda Rosito escreve nas segundas-feiras.
Trabalhando até nas férias

Já falei sobre tantos assuntos por aqui. Motivação, inspiração, sonhos e, na semana passada sobre plano B. Meu maior desejo é, de alguma forma, mesmo que bem pequena, tocar aquele sentimento de vocês. Seja homem, seja mulher. Neste caso, não importa. Embora o Portal seja direcionado para as questões da mulher, não somos uma mídia feminista. Pelo contrário! Queremos e precisamos aprender com os homens, assim como eles conosco.

Mas dessa vez, quero compartilhar algumas passagens bem interessantes da leitura que iniciei neste final de semana. Retornei de uma mini-férias de uma semana e aproveitei o voo de retorno para mais uma daquelas reflexões que venho falando tantas vezes nesta minha coluna semanal.

Sim, mesmo viajando para relaxar um pouco, eu trabalhei. De outra forma, mas trabalhei. E quem é executiva ou empreendedora, sabe muito bem como é difícil parar. A diferença é que, em momento de ócio criativo, nossa mente vai longe, longe. É outra forma de trabalhar. Ok, ok, também resolvi algumas questões mais, como direi, burocráticas. Mas faz parte e não me importo nem um pouco.

Mas voltando, esse período serviu para organizar muitas coisas que na correria do dia a dia não conseguimos parar e projetar na nossa cabeça. E, de novo, em períodos de descanso, as ideias fluem com tanta naturalidade que parecem marshmallow.

E muito do que refleti, bateu com as palavras de Arthur Bender, na sua obra “Personal Branding – construindo sua marca pessoal”. Ele destaca tantas coisas interessantes, principalmente para quem está iniciando uma carreira e que, muitas vezes, não são levadas em conta.

Gostei muito da parte em que ele orienta que as pessoas são marcas, e como tal devem ser comparadas com empresas. E, neste quesito, ele aborda o planejamento. O melhor é que Bender fala que cada um deve criar o seu método.

A dica é a seguinte:

Pegue uma cartolina pequena e registre vários títulos: objetivos maiores, objetivos profissionais, objetivos pessoais, objetivos culturais, meta de curto, médio e longo prazos. Vamos lá: os objetivos maiores são dois ou três que tu persegues muito. Eles são estratégicos e vão motivar todos os outros. Ah, pode ser pessoal ou profissional, combinado? Isso será o alvo da sua carreira.

Bem, primeira etapa cumprida, passe para a segunda parte. Agora escreve mais dois ou três (ou mais!) objetivos para o ano seguinte, ou este se ainda achares que dá tempo. Mas visualize um ano, dois, e até cinco pra frente. Todos divididos nos títulos: objetivos profissionais, pessoais, culturais e tantos outros títulos que quiseres.

Coloque datas, crie um cronograma. Isso vai te dar um sentido de urgência, além de visualizar todos os dias o que tu realmente queres. A parte boa é riscar bem forte o item e ainda escrever ao lado “Conquistado!”. Tu vais sentir que será viciante!

Uma ideia super bacana que o Bender dá no seu livro, é colocar recompensas. “A cada objetivo alcançado, estabeleça um prêmio compatível com a conquista. Pode ser um jantar especial ou aquela roupa e, até mesmo, a viagem sonhada. Comemore a sua realização!”.

Sabe, eu estou fazendo o planejamento estratégico da minha empresa. E tenho tentado pensar fora da caixa. É difícil, mas a super Lari Moraes tá me ajudando bastante. Além de consultora empresarial, a guria é coach – o que acaba tendo uma boa mistura. A Lari está me ajudando principalmente na criação de indicadores de resultado, metas de longo prazo e estruturação de processos.

Sim, eu trabalho bastante com isso, mas é complicado discutir comigo mesma, né. Então o ideal é uma pessoa externa, assim ela tem uma visão fora do negócio. E consegue apontar para a ferida. Tá bem bacana, depois eu conto o resultado para vocês.

Enquanto isso vai escrevendo aonde tu queres chegar. Até porque, se não souberes, qualquer caminho serve. E ai ficarás como a fábula ‘Alice no país das maravilhas’. E isso tu não queres, né!

Um beijo e até a semana que vem,

Malu