Cris escreve todas as sextas-feiras.
Viva a democracia!

 

Que dias! Vivemos um turbilhão de emoções. Bandeiras levantadas, gargantas acirradas, dedos certeiros e afiados digitando palavras de ordem, ofensas, vitórias. O Brasil virou do avesso. Discursos inflamados. Amizades desfeitas. O respeito passou longe do coração. Os rótulos foram demasiadamente usados, sem perdão. E isso dos dois lados da moeda.
Poucas vezes vi, ouvi e participei de conversas com empatia sobre política. Que humanidade que nada. A carnificina tomou conta. E perdoem-me os que não concordam comigo, mas esse monstro que aflorou no coração de cada brasileiro, de esquerda e dedireita, foi o resultado de ideologias fracassadas e do descaso absoluto dos governantes, outrora, eleitos pelo povo.

Foram muitos anos de uma ilusão inerte, onde grande parte da massa de manobra, que somos nós brasileiros, míopes da verdade, aceitamos uma onda de desigualdade disfarçada de igualdade. Aqui não nego os avanços inerentes de uma sociedade em evolução. Mas por outro lado, mais tabus foram criados. Acabamos aprisionados em uma falsa liberdade.

Esses dias ouvi uma frase que fez todo o sentido. Foco não é o que você tem que fazer, é o que você tem que deixar de fazer. E acredito de coração que este é caminho para a transformação. Não precisamos de mais impostos. Precisamos parar de roubar! A conta se torna simples se a corrupção não entra em ação, para que TODOS tenhamos acesso à segurança, saúde e educação.
Estes três pilares básicos devem estar no topo da cadeia. Não importando raça, crença e muito menos opção sexual. Todos nós brasileiros temos o direito de usufruir de um país integral, sem distinção.

Não é a Cris, a Maria, o José. Somos todos nós, brasileiros. E é essa chama que vi reacender na alma de mais da metade da população. E é nela que eu acredito. Chega do famoso jeitinho brasileiro pra tudo. Confesso que nunca gostei dessa expressão. Ela denigre a nossa imagem. É o famoso "gato", “ninguém está vendo”.

Votamos para dar um basta nisso. Para que nosso país seja legítimo. Para que nossa pátria se desenvolva. Para que nossa natureza seja preservada. Para que os valores sejam o leme. Para que as pessoas sejam respeitadas. Para que a paz reine e a evolução flua constante. E para que a liberdade, de fato, seja a nossa maior bandeira. Liberdade de ir e vir. Liberdade de expressão. Liberdade de amar cada vez mais nosso país.
Ser pró família não significa ser a favor da família tradicional, mas ser a favor da família. Ser contra a vitimização do bandido, não é a falta de entendimento das falhas humanas, mas ser rigoroso com crimes terríveis que assolam mais e mais irmãos de caminhada.

No discurso de posse, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, repetiu as palavras democracia e liberdade incansavelmente. A meu ver ficou claro, é preciso cessar com os rótulos, para que o respeito reine nesse país. Não é o gay, o rico, o negro, o pobre, o evangélico, o umbandista. São as pessoas. E é preciso olhar para elas sem pré conceitos.
São atitudes como essa que espero ver refletidas no novo presidente e em toda a nossa população. Estamos atentos e vamos cobrar o Brasil que queremos!