Onde eu gasto o meu dinheiro?

 

Por morar muitos anos no interior, eu sempre realizei compras de qualquer natureza de pessoas que eu conhecia. Ao vir morar em Porto Alegre/RS em 2004, estranhei aquele atendimento frio, onde as pessoas não me chamavam pelo nome quando eu ia na padaria.

Aos poucos eu fui percebendo que ao consumir produtos dentro do meu bairro, eu poderia resgatar aquele ar interiorano que sempre gostei. Cumprimentar os vizinhos, saber o nome do atendente e tomar o meu chimarrão.
Acredito que a consciência de preferir realizar compras nos estabelecimentos de amigos e conhecidos, além das boas indicações, aumentam as chances de um ótimo serviço prestado e confiança, esta a qual não tem preço.

1) Estímulo ao empreendedorismo: Comprando de conhecidos, eu busco incentivar eles a seguirem empreendendo. Eu sei o quanto é complicado inovar no Brasil, são muitas horas de trabalho, dedicação, estudo e  coragem!  Manter um negócio aberto não é tarefa fácil. E, se eu puder, mesmo de forma singela contribuir, assim o farei. Prefiro comprar fiambre com a mercearia do bairro do que com uma grande rede de supermercados.

2) Empregos e renda: Acredito que seja um meio de ajudar a geração de mais postos de trabalho e renda local, renda esta que com certeza irá refletir para outros empreendedores locais, pois tudo é uma cadeia de consumo. Prefiro investir meu dinheiro com quem conheço do que com o banco.

3) Atendimento personalizado: Eu adoro um atendimento personalizado! Prezo isso dentro da minha empresa, a ponto de vibrar quando um casal viaja e acontece um pedido de casamento.   Não é só o atendimento, mas o carinho. Adoro ir na loja da minha amiga onde sempre tem um chimarrão, um bom papo e ela sabe o meu gosto e tamanho.  Prefiro a loja do bairro do que uma grande rede de venda de roupas.

São tantos os exemplos de como o consumo pode ser aliado a qualidade de vida. Comprar de quem produz! De quem está ali ralando ao empreender, de quem agrega algo de bom no seu dia a dia, seja de forma direta ou indireta.

Isso é ajudar quem trabalha direitinho, quem está perto de você, quem mora no seu bairro e quem faz por merecer.

Não me importaria se o preço fosse mais caro, até certo ponto o preço é irrelevante, o que importa mesmo é o valor.